Preços ao produtor da zona do euro saltam em março, desemprego tem mínima recorde

Sem energia, os preços ao produtor subiram apenas 2,1% no mês e 13,6% em relação ao ano anterior, impulsionados por bens intermediários mais caros, já que algumas cadeias de fornecimento globais continuam prejudicadas

Os preços ao produtor da zona do euro subiram mais do que o esperado em março, já que os custos da energia mais do que dobraram na comparação anual, mostraram dados divulgados nesta terça-feira, enquanto o desemprego continuou a cair e atingiu nova mínima recorde.

A agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, informou que os preços nos portões das fábricas dos 19 países que usam o euro saltaram 5,3% em março sobre o mês anterior e tiveram alta de 36,8% em relação ao ano anterior. Economistas consultados pela Reuters esperavam um aumento mensal de 5,0% e anual de 36,3%.

Os preços da energia subiram 11,1% no mês e 104,1% na comparação ano a ano, com a invasão russa da Ucrânia impulsionando os preços que já estavam subindo por causa da recuperação econômica após a pandemia.

Sem energia, os preços ao produtor subiram apenas 2,1% no mês e 13,6% em relação ao ano anterior, impulsionados por bens intermediários mais caros, já que algumas cadeias de fornecimento globais continuam prejudicadas.

O desemprego na zona do euro caiu de 6,9% em fevereiro para 6,8% da força de trabalho em março, uma vez que o número de pessoas sem emprego caiu de 11,350 milhões para 11,274 milhões.

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