Marcopolo volta ao lucro no 1º tri, prevê impulso do turismo pós-pandemia

Os bons resultados da Marcopolo se da devido a fabricante de carrocerias para ônibus apostando na recomposição de frotas de transportadoras, especialmente no setor de turismo

A Marcopolo teve forte alta de receitas, melhora das margens e voltou ao lucro no primeiro trimestre, com a fabricante de carrocerias para ônibus apostando na recomposição de frotas de transportadoras, especialmente no setor de turismo.

Segundo o presidente-executivo da companhia, James Bellini, o movimento está sendo apoiado em parte pela volta das viagens turísticas e a migração de parte dos passageiros dos trajetos aéreos para os rodoviários, fugindo de passagens mais caras devido ao repasse de custos maiores por causa do combustível de aviação.

“Também tem gente deixando de viajar de carro, preferindo ônibus devido aos altos custos do combustível”, disse Bellini à Reuters, afirmando que a empresa está voltando agora aos patamares de produção pré-pandemia.

A volta da demanda do turismo tem sido um dos destaques da economia, com empresas como CVC e Gol reportando melhora na demanda por viagens nacionais.

A Marcopolo, com sede em Caixas do Sul (RS), anunciou nesta segunda-feira que teve lucro líquido de 98 milhões de reais de janeiro a março, ante prejuízo de 14,7 milhões um ano antes, quando ainda enfrentava um período crítico da pandemia de Covid-19, com forte redução das encomendas.

Operacionalmente, a produção da companhia evoluiu apenas 2,3% sobre um ano antes, para 3,084 unidades, fruto de aumento de 5% no Brasil e de queda de 14,2% no exterior.

No relatório, a Marcopolo explicou que a produção foi afetada pelos afastamentos de empregados devido à variante Ômicron da Covid-19, em janeiro, e pela falta de componentes como semicondutores e chassis.

“Nossos maiores desafios no momento são a falta de componentes eletrônicos e a falta de chassis; não fosse isso, estaríamos produzindo de 10% a 15% a mais”, disse Bellini.

Porém, o repasse de preços maiores a clientes foi suficiente para fazer a receita líquida da companhia crescer 14,9% ano a ano, para 958,6 milhões de reais. Na outra ponta, a despesa geral ficou estável, caindo 0,8 ponto percentual em relação à receita líquida, para 5,2%, refletindo ajustes tomados durante a pandemia, incluindo cortes de funcionários, que reduziram o custo fixo em cerca de 30%, explicou Bellini.

Com isso, o resultado operacional medido pelo lucro antes de impostos, juros, amortização e depreciação (Ebitda) deu um salto de 118,4% ano a ano, para 51,3 milhões de reais.

Bellini disse ainda que a Marcopolo não sofreu impacto direto da guerra Rússia-Ucrânia, já que não tem clientes nesses países.

A Marcopolo prevê para o quarto trimestre deste ano produção de carrocerias para ônibus elétricos, devendo entregar suas primeiras 30 unidades do modelo, acrescentou.

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