Lockdown na China: “É um cenário caótico”, diz Alê Delara

O especialista disse que a medida ultrarradical do país tem atrapalhado a economia e o fluxo de mercadorias

A China entrou em novo lockdown, após registrar aumento nos casos de Covid-19 em abril. De acordo com Alê Delara, especialista em commodities, a medida ultrarradical do país tem atrapalhado a economia e o fluxo de mercadorias de maneira geral, não somente nos portos, mas também nas rodovias.

“A China estando parcialmente fechada para logística global, atinge tanto a produção agrícola quanto a produção de manufatura. É um cenário caótico”, avaliou durante participação na programação ao vivo da BM&C News.

O especialista destacou que nos principais portos – Xangai, Guangzhou, Qingdao, entre outros – ocorre um acúmulo de navios e isso atrapalhará o comércio de manufatura.

“O processo de manufatura, que são transportados por contêineres, é uma cadeia de suprimentos muito complexa e demanda de muitos profissionais para realizarem a operação de embarque e desembarque dos equipamentos. A China está com problema quanto a isso”, disse.

Delara pontuou que esse processo vai atingir quem precisa de chips, que vão em equipamentos e em automóveis.

“A China reduziu as exportações de fósforo e nitrogenados em mais de 65% para o Brasil e isso acaba atrapalhando a produção de fertilizantes”, ressaltou e explicou que esse cenário justifica os preços mais altos dos fertilizantes.

Além disso, durante a participação, o especialista disse que existe uma expectativa de redução de área plantada de milho, porque não há como transportar semente defensiva e fertilizantes. Delara disse também que nem mesmo o produtor consegue ir até o campo para fazer a semeadura do cereal.

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