Bolsas dos EUA caem com sinal de aumento mais forte dos juros

O S&P 500 recuou 1,48% aos 4.393 pontos

Os principais índices de ações dos Estados Unidos terminaram em baixa nesta quinta-feira (21), conforme autoridades do Federal Reserve deram mais sinais de aumentos nas taxas de juros este ano.

O S&P 500 caiu 1,48% aos 4.393 pontos, o Nasdaq recuou 2,07% aos 13.174 pontos, enquanto o Dow Jones perdeu 1,05% aos 34.792 pontos.

Um aumento de meio ponto na taxa de juros estará “na mesa” quando o banco central dos EUA se reunir em 3 e 4 de maio para aprovar o próximo do que se espera ser uma série de aumentos do juro básico este ano, disse o presidente do Fed, Jerome Powell.

Com a inflação atingindo cerca de três vezes a meta de 2% do Fed, “é apropriado avançar um pouco mais rapidamente”, acrescentou Powell em uma discussão sobre a economia global nas reuniões do Fundo Monetário Internacional.

Mais cedo, foi divulgado que o número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu de forma moderada na semana passada.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 2 mil, para 184 mil em dado ajustado sazonalmente, na semana encerrada em 16 de abril, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 180 mil solicitações para a última semana.

 Uma escassez aguda de trabalhadores está mantendo as demissões baixas. O Livro Bege do Federal Reserve, baseado em informações coletadas até 11 de abril a partir dos contatos do banco central dos Estados Unidos, mostrou na quarta-feira que “a demanda por trabalhadores continuou forte na maioria dos distritos e setores da indústria”, mas observou que “as contratações foram retidas pela falta generalizada de trabalhadores disponíveis.”

Havia um quase recorde de 11,3 milhões de vagas em aberto no final de fevereiro. A taxa de desemprego está em 3,6%, apenas 0,1 ponto percentual acima do nível pré-pandemia. A escassez de trabalhadores tem forçado os empregadores a aumentar os salários, contribuindo para a alta inflação.

Na Europa,  a inflação da zona do euro em março foi marginalmente menor do que a divulgada anteriormente, informou o escritório de estatísticas da União Europeia nesta quinta-feira, mas segue em níveis recordes por causa de um aumento do custo da energia.

Com Reuters

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