Brasileira que estava desaparecida após fugir da Ucrânia chega à Paraíba

Antônia explicou que para que a filha conseguisse fugir da Ucrânia, escondeu muito o celular para chegar com o aparelho e poder dar notícias

A artesã paraibana Silvana Pilipenko, de 54 anos, conseguiu chegar à Paraíba neste domingo (10), após deixar a Ucrânia em meio à guerra e ter ficado 26 dias sem contato com a família. Apenas no final do mês de março, a artesã conseguiu ligar para o filho, Gabriel, que mora em João Pessoa.

Silvana, o marido ucraniano, Vasyl Pilipenko, e a sogra, de 87 anos, estavam na cidade de Mariupol. Antônia Vicente, mãe de Silvana, aguardava a chegada da filha, juntamente com outros familiares, no Aeroporto Castro Pinto.

Antônia explicou que para que a filha conseguisse fugir da Ucrânia, escondeu muito o celular para chegar com o aparelho e poder dar notícias.

Ainda, de acordo com relatos da filha para a mãe, a viagem até à Crimeia foi bastante cansativa. Além disso, outra barreira enfrentada na fuga foi que a sogra de Silvana estava doente e durante o percurso o carro deles eram parados várias vezes para revistas. “Tiravam até os tapetes e abriam as mochilas”, contou Antônia.

Após conseguir entrar na Criméia, a paraibana tornou público um vídeo na qual conta sobre sua situação após fugir da guerra.

“Eu, minha sogra e meu esposo estamos fisicamente bem, mas emocionalmente abalados, e precisamos de um tempo para nos reconstruir. Foram dias difíceis, muito difíceis, mas eu agradeço cada oração de vocês, o empenho de vocês, porque eu tenho certeza que as orações foram parte fundamental para que a nossa saída [da Ucrânia] tivesse êxito”, disse.

Nas redes sociais, a artesã publicou um vídeo durante uma conexão em Dubai pedindo oração à população ucraniana.

“Continuem orando para aquele povo, para que ele continue sendo forte, continue resistindo e continue sobrevivendo a essa guerra. Eu peço a cada um de vocês que continue orando pelo povo ucraniano porque é uma situação muito delicada e quem está lá não vê muita saída, não tem muitas escolhas”, disse.

“Para que essa guerra chegue ao fim, para que Putin tome consciência e recue com as suas tropas. E aquela nação possa ter paz e tentar recomeçar a reconstruir tanto a cidade como reconstruir o emocional de cada pessoa, e que aquelas famílias possam se reunir, já que muitos estão separados, refugiados em países diferentes”, acrescentou.

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