Sanções contra a Rússia, ata do Fomc e o que move o mercado hoje

A ata poderá prever apostas mais agressivas para a taxa de juros, como alguns membros do BC norte-americano já comentaram

As Bolsas mundiais operam em baixa na manhã desta quarta-feira (6), à espera das novas sanções contra a Rússia devido aos ataques à Ucrânia. Outro fator que investidores estão atentos é a divulgação da ata do comitê de política monetária do Federal Reserve (15h – horário de Brasília).

A ata poderá prever apostas mais agressivas para a taxa de juros, como alguns membros do BC norte-americano já comentaram. Ainda nos EUA, o mercado também aguarda a divulgação do PMI Composto de março, que sairá 12h.

No mercado asiático, as ações da China recuaram depois do final de semana prolongada, pressionadas pela onda mais grave de Covid-19 desde o início da pandemia e por pesquisa que mostrou contração da atividade de serviços em março no ritmo mais forte em dois anos.

O índice Hang Seng de Hong Kong perdeu 1,87%, enquanto o China Enterprises Index recuou 2,1%. Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 1,58%, a 27.350 pontos. Em Hong Kong, o índice HANG SENG caiu 1,87%, a 22.080 pontos. Em Xangai, o índice SSEC ganhou 0,02%, a 3.283 pontos.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,29%, a 4.263 pontos. Em Seul, o índice KOSPI teve desvalorização de 0,88%, a 2.735 pontos. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 0,58%, a 17.522 pontos.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços do Caixin, que foca mais em pequenas empresas em regiões costeiras, foi a 42,0 em março de 50,2 em fevereiro, uma vez que o aumento nos casos de coronavírus restringiu a mobilidade e pesou sobre a demanda.

BRASIL

A agenda econômica no cenário não tem grandes novidades, a não ser a publicação do IGP-DI de março, divulgado às 8h. O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna subiu 2,37% no mês em questão, percentual superior ao apurado no mês anterior, quando variara 1,50%, conforme dados da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com isso, o indicador acumula alta de 6,00% no ano e 15,57% em 12 meses. Em março de 2021, o índice havia subido 2,17% e acumulava elevação de 30,63% em 12 meses. enquanto as divulgações do banco central só são esperadas após o fim da greve dos servidores da autarquia.

Além disso, segue no radar do mercado a indicação para o comando da Petrobras (PETR3; PETR4), que continua indefinida, após a recusa de Adriano Pires.

RADAR CORPORATIVO

Banco Central iniciará na quarta-feira a rolagem integral de 14,8 bilhões de dólares em contratos de swap cambial tradicional que vencem no próximo 1° de junho, informou o BC na noite desta terça-feira.

O Banco Central afirmou, em resposta ao questionamento do Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), que as divulgações como o Boletim Focus e os indicadores selecionados só irão ocorrer no fim da greve dos servidores da autarquia. Já a produção de apresentação de conjuntura para o Comitê de Política Monetária (Copom) é considerada atividade essencial e será mantida durante o movimento.

E o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), defendeu na terça-feira (5) a privatização da Petrobras (PETR4). Um dia após ironizar as regras de compliance da empresa, o deputado afirmou que é preciso rever no Congresso a lei das estatais. “A gente tem que se debruçar sobre esse assunto, porque, hoje, eu pergunto aos senhores: a quem serve a Petrobras? Não dá satisfação a ninguém, não produz riqueza, não produz desenvolvimento”, criticou.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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