Troca de comando da Petrobras: “Eu penso que a mudança, quando ela vem, é para melhor”, diz analista CNPI

Durante a conversa, Karam pontuou que sempre há um risco no curto prazo para as ações oscilarem e que o presidente assumiu o risco indicando a troca

O Ministério de Minas e Energia confirmou a indicação de Adriano Pires, fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), para substituir o general da reserva Joaquim Silva e Luna na presidência da Petrobras (PETR4). “Eu penso que a mudança, quando ela vem, é para melhor”, disse César Karam, analista CNPI, nesta terça-feira (29), em entrevista à BM&C News.

A saída de Luna acontece após o presidente, Jair Bolsonaro (PL), ter criticado a alta de cerca de 25% no preço do diesel anunciada pela Petrobras no início deste mês, quando também reajustou o valor da gasolina em quase 19%.

Com isso, durante a conversa, Karam pontuou que sempre há um risco no curto prazo para as ações oscilarem e que o presidente assumiu o risco indicando a troca.

“A Petrobras é uma empresa que divide muitas opiniões, porque de um lado tem os acionistas que querem aumento na distribuição dos dividendos e lucrar cada vez mais, e de outro você tem um apelo mais popular, gasolina e derivados de petróleo, de modo a ter um preço reduzido”, avaliou.

Neste sentido, o analista disse que as ações tendem a gerar muito burburinho e no curto prazo esses burburinhos representam essas oscilações.

“Para o investidor de longo prazo ele tem que estar ciente de que a Petrobras é um investimento de um risco mais elevado que os outros investimentos e tem muito dedo estatal no meio”, destacou.

Para evitar que isso aconteça, Karam disse que é necessário que haja uma maior diversificação da carteira no longo prazo, pois gerará um resultado positivo independentemente dessas pequenas variações.

Confira a análise na íntegra:

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