Petrobras: professor de economia avalia impactos da troca de comando da companhia

Otto Nogami afirmou que a troca de comando é uma sinalização de intenção do governo  em interferir na Petrobras
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no twitter
Compartilhar no facebook

Nesta segunda-feira (28), o governo federal anunciou que substituirá o general da reserva Joaquim Silva e Luna na presidência da Petrobras (PETR3; PETR4). Para a vaga, foi indicado Adriano Pires, fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). 

Em participação na programação da BM&C News, o professor de economia do Insper, Otto Nogami, analisou quais impactos a troca de comando da estatal pode gerar no preço do combustível na bomba.

Segundo ele, uma troca como esta é uma sinalização de intenção do governo  em interferir na instituição. “No caso atual, o desejo de intervir na formação do preço do combustível, sob essa ótica é preocupante”.

Entretanto, Nogami destacou que Adriano Pires tem um discurso e alinhamento do preço do combustível no mercado doméstico com o mercado internacional. “Dado que ele propôs a formação de um fundo, que serviria como um mecanismo para fornecer um subsídio ao adquirente do combustível”, recordou o professor de economia.

O professor ainda destacou que a Petrobras (PETR3; PETR4) não é mais a monopolista do mercado, atualmente, ela tem concorrentes que importam combustível. 

Por fim, o professor explicou que à medida que se cria um mecanismo que barateia o preço do combustível na bomba, isso pode desestimular esses concorrentes a importarem o combustível. “Logo haveria um choque de oferta”.

Confira a análise na íntegra:

Se inscreva no nosso canal e acompanhe a programação ao vivo.

Compartilhe:
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no twitter
Compartilhar no facebook

Matérias relacionadas