Putin não parece estar pronto para acordo com Ucrânia, diz autoridade dos EUA

A Rússia diz que está conduzindo uma "operação militar especial" na Ucrânia com o objetivo de desmilitarizar seu vizinho

O presidente russo, Vladimir Putin, não parece estar pronto para fazer concessões para acabar com a guerra na Ucrânia, disse uma importante autoridade do governo norte-americano nesta segunda-feira, enquanto Ucrânia e Rússia se preparavam para suas primeiras conversações de paz cara a cara em mais de duas semanas.

“Tudo o que vi é que ele não está disposto a fazer concessões neste momento”, disse o alto funcionário do Departamento de Estado dos EUA à Reuters, sob condição de anonimato, depois que o presidente da Ucrânia esboçou uma maneira potencial de acabar com a crise durante o fim de semana.

As autoridades ucranianas minimizaram as chances de um grande avanço nas conversações, que serão realizadas em Istambul depois que o presidente turco, Tayyip Erdogan, falou com Putin no domingo.

A Ucrânia está pronta para discutir a adoção de uma posição de neutralidade como parte de um acordo de paz com a Rússia, mas tal pacto teria que ser garantido por terceiros e levado a um referendo, disse Zelenskiy em comentários veiculados no domingo.

Falando a jornalistas russos em uma videoconferência de 90 minutos pouco mais de um mês depois que a Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro – uma entrevista que as autoridades de Moscou alertaram preventivamente a mídia russa a se abster de relatar -, Zelenskiy disse que nenhum acordo de paz seria possível sem um cessar-fogo e a retirada das tropas russas.

Ele descartou tentar recuperar todo o território controlado pela Rússia com uso da força, dizendo que isso levaria a uma terceira guerra mundial, e disse que queria chegar a um “acordo” sobre a região separatista leste de Donbas, que é apoiada pelas forças da Rússia desde 2014.

A Rússia diz que está conduzindo uma “operação militar especial” na Ucrânia com o objetivo de desmilitarizar seu vizinho. A Ucrânia e seus aliados ocidentais chamam isto de um pretexto para uma invasão não provocada.

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