NFTs: conheça os principais riscos cibernéticos e saiba como se proteger

Segundo levantamento da DappRadar, os NFTs movimentaram US$ 23 bilhões em 2021

Os NFTs são a nova tendência no mercado de criptomoeda, o ativo digital está atraindo cada vez mais milhares de investidores. Segundo levantamento da DappRadar, os NFTs movimentaram US$ 23 bilhões em 2021. 

Até mesmo o jogador Neymar desembolsou R$ 6 milhões em duas imagens em forma de tokens não fungíveis. 

Mas, afinal, você sabe o que significa? Trata-se de uma sigla em inglês que quer dizer token não fungível. Token é uma representação digital de um ativo. 

Normalmente, os NFTs são emitidos na rede Ethereum, que é um blockchain, mesma tecnologia das criptomoedas, um grande banco de dados compartilhado que registra as transações dos usuários. 

Já fungíveis são bens que podem ser substituídos por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. Sendo assim, um token não fungível é uma unidade única de dados, ou token, que pode ser digital, como uma arte gráfica, ou até mesmo física, como um quadro. Obras de artes, músicas, itens de jogos, fotos, vídeos e memes também podem ser transformados em NFTs. 

Riscos Cibernéticos dos NFTs

Segundo Andrew Martinez, CEO da HackerSec, empresa de cibersegurança, é necessário analisar as inúmeras questões relacionadas aos riscos cibernéticos dos NFTs . 

A falta de regulamentação e fiscalização são alguns riscos citados por Andrew. As vendas de NFTs ainda não são regulamentadas pelos órgãos governamentais de cada país, o que dificulta que normais legais direcionem as negociações, vulnerabilizando o consumidor e dificultando a fiscalização. 

“Há plataformas inclusive que não se responsabilizam pela autenticidade dos ativos vendidos por meio dela, nem possuem sistemas de prevenção de fraudes. Isto faz com que haja arrecadação por parte de um cibercriminoso e os verdadeiros artistas deixem de receber pelas suas respectivas obras”, explica. 

Outra dica do especialista é, ao adquirir um token não fungível, o investidor fazer uma boa pesquisa da procedência do ativo, já que ainda não há uma regulamentação efetiva do setor para que a prática de compra e venda de NFTs seja realizada com a sua devida veracidade garantida

“É possível inclusive verificar antes da compra, se o autor original confirmou se obra se tornou um NFT. Isto evita que alguém seja enganado”, ressalta Andrew. 

Ele diz ainda que é preciso se atentar onde será armazenado os ativos digitais, uma vez que, os ativos digitais precisam ser mantidos em uma carteira, seja ela física ou virtual, ou na Exchange, uma corretora de criptoativos presente no ambiente digital, estas podem ser clonadas, roubadas ou até mesmo comprometer as credenciais. 

“Devemos nos atentar onde armazenamos nossos ativos digitais e em quais mercados os utilizamos. A proteção dos ativos a partir de sites de exchanges e contas de e-mail associadas com senhas fortes e autenticação de dois fatores, minimiza os riscos. Invista sempre em uma solução de segurança robusta para proteção dos dispositivos usados para manusear fundos, principalmente no caso dos NFTs, que ainda é considerado algo novo no mercado”, concluiu Andrew. 

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