Exclusivo: “O problema dos combustíveis não está nos impostos estaduais”, diz Marcelo Ramos

Ramos falou também que a Zona Franca de Manaus pode acabar por falta de condição de manter a competitividade com os preços dos produtos chineses

O presidente interino do Congresso Nacional, o deputado federal Marcelo Ramos (PSD-AM) disse que o problema dos preços dos combustíveis não está nos impostos estaduais. 

“O problema do combustível não está nos impostos estaduais, tanto que nós congelamos os ICMS, e o combustível continuou aumentando”, explicou Marcelo Ramos em entrevista à BM&C News

“Se você congela os tributos, mas não muda a política de preço da Petrobras ou não cria um mecanismo mais eficiente dessa política de preço, você continua com problema”, complementou. 

Sobre a Reforma Tributária, o deputado afirmou que o tema deve ser discutido no próximo governo, já que teremos as eleições em outubro deste ano: “A Reforma Tributária tem muito impacto setorial, muito impacto federativo. Não dá pra fazer isso com pressa no final de governo”.

Durante a entrevista, Ramos falou também sobre a Zona Franca de Manaus. Segundo ele, a Zona Franca pode acabar por falta de condição de manter a competitividade com os preços dos produtos chineses. 

“Vai chegar uma hora de não retorno, em que será mais caro produzir em Manaus do que produzir em outro estado, ou pior, será mais caro produzir em Manaus do que importar, por exemplo, uma moto do exterior”, pontuou. 

O deputado destacou que, caso isso aconteça, “nós perderíamos os nossos empregos, que serão transferidos para a China, que, obviamente, nós não temos nenhuma condição de competitividade, não só pela escala que eles produzem, mas também porque lá eles têm um ambiente de negócio muito mais sadio do que o nosso”. 

Ramos disse ainda que a Zona Franca cumpre o papel essencial de preservação da Amazônia: 

“A Amazônia só tem 96% da sua floresta nativa preservada porque o povo do estado do Amazonas tem uma outra alternativa econômica não degradante do meio ambiente. Se nós não tivermos Zona Franca, o instinto de sobrevivência do homem vai fazer com que ele migre para a agricultura, pecuária, extrativismo, que são muito mais agressivos no ponto de vista ambiental”, ressaltou. 

Confira a entrevista na íntegra:

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