Falas de Campos Neto e Powell, balanços e o que move o mercado hoje

Joe Biden está indo para Bruxelas para participar da cúpula de emergência da Otan, onde será discutido o conflito no Leste Europeu

Os índices futuros dos Estados Unidos operam em queda na manhã desta quarta-feira (23). Por lá, investidores continuam repercutindo os comentários do Federal Reserve, o banco central dos EUA, sobre inflação e taxas de juros, além do conflito entre Ucrânia e Rússia.

O Fed disse ter que agir “rapidamente” para controlar a inflação alta demais, disse o chair Jerome Powell, na segunda-feira (21), acrescentando que, se necessário, pode realizar aumentos da taxa de juros maiores do que o normal para reduzir a alta dos preços.

Ainda hoje, Powell estará na Suíça ao lado do Presidente do BoE, Andrew Bailey, para participar do BIS Innovation Summit 2022, às 9h.

Além disso, Joe Biden, presidente dos EUA, está indo para Bruxelas, para a cúpula de emergência da Otan, onde será discutido o conflito no Leste Europeu. O chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, também estará presente, mas de forma virtual.

ÁSIA

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quarta-feira, acompanhando o tom positivo de Wall Street ontem, embora investidores sigam preocupados com a perspectiva da política monetária nos EUA, pressões inflacionárias e a guerra na Ucrânia.

Liderando os ganhos, o índice japonês Nikkei subiu +3,00% em Tóquio, maior patamar em dois meses. No Japão, o iene se manteve nos menores níveis ante o dólar em mais de seis anos.

Já o Hang Seng subiu +1,21% em Hong Kong e o Kospi teve alta de +0,92% em Seul. Em Taiwan, o Taiex registrou alta de +0,98%. Na China, o Xangai se valorizou +0,34% e o Shenzhen subiu +0,54% ajudados por ações dos setores imobiliários e de telecomunicações.

BRASIL

No cenário doméstico, a principal dúvida é se a taxa Selic irá parar em 12,75% ou passará dos 13%. A volatilidade dos preços das commodities, principalmente do petróleo, tem causado receio sobre o impacto na inflação brasileira cujos reajustes da Petrobras (PETR3; PETR4) são vinculados aos valores internacionais. Apesar disso, o dólar segue em tendência de queda e fechou aos R$ 4,91 na terça-feira.

Campos Neto, presidente do Banco Central, irá discursar duas vezes hoje, com o mercado colocando na conta as preocupações sobre o choque das commodities na inflação. Na agenda econômica local, teremos a divulgação de fluxo cambial estrangeiro. Por fim, o mercado segue de olho nos balanços corporativos.

(Com informações do BDM, Estadão Conteúdo e Reuters)

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