Destaques da Bolsa: Vale (VALE3) recua; Eneva (ENEV3) sobe após balanço

Confira os destaques desta terça-feira (22)

O Ibovespa opera em alta, nesta terça-feira (22), acompanhando as bolsas internacionais.

Às 13h, o Ibovespa subia 0,73%, a 116.997 pontos. 

Vale e siderúrgicas estão entre as principais baixas. Vale (VALE3) cai 2,48%, CSN (CSNA3) -2,01%, Gerdau (GGBR4) -1,35%, Metalúrgica Gerdau (GOAU4) -1,31% e Usiminas (USIM5) -1,71%.

As ações da Petrobras (PETR3;PETR4) também recuam 1,46% e 0,88%, respectivamente, diante da baixa do petróleo. 

Eneva (ENEV3) tem alta de 6,80%, após divulgar os resultados do quarto trimestre nesta segunda-feira (22). Unidas (LCAM3) também avança 1,67%, enquanto JBS (JBSS3) tem perdas de 0,66%. As duas empresas também divulgaram o balanço trimestral.

Ainda entre os destaques positivos, Locaweb (LWSA3) sobe 5,79%, Banco Inter (BIDI11) +6,46% e Americanas (AMER3) +6,06%.

Confira os destaques desta terça-feira:

JBS (JBSS3)

A JBS reportou lucro líquido de R$ 6,5 bilhões no quarto trimestre de 2021, alta de 61% sobre o mesmo período de 2020. No ano, a empresa registrou lucro líquido de R$ 20,4 bilhões, crescimento de 345,5% na comparação anual. 

A receita líquida foi de R$ 97,2 bilhões no 4T21. O número representa avanço de 27,8% quando comparado com o mesmo trimestre do ano anterior. 

Já o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da JBS somou R$ 13,1 bilhões, aumento de 86,9% em relação ao quarto trimestre de 2020.

A JBS informou ainda que o conselho de administração da companhia aprovou um plano de recompra de até 116 milhões de ações ordinárias.

Eneva (ENEV3) 

A Eneva registrou lucro líquido de R$ 489,4 milhões no quarto trimestre de 2021, queda de 28,7% na comparação com os R$ 629,9 milhões reportados no mesmo período do exercício anterior. A queda, no entanto, reflete um ajuste contábil feito em 2020, que inflou o resultado em um montante da ordem de R$ 300 milhões, relacionado a uma mudança de regra de alocação de imposto diferido.

“O lucro líquido de 2020 não era um lucro líquido de fato vindo da operação, tinha um pedaço vindo de mudança de regra contábil, e este ano não, o lucro líquido é todo dentro da operação e se você fizer o ajuste de 2020, nosso lucro líquido subiu bastante”, disse o diretor financeiro e de Relações com Investidores da Eneva, Marcelo Habibe, ao Broadcast Energia.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) subiu 39% no período, ante o quarto trimestre do ano anterior, para R$ 842,5 milhões, alcançando o maior valor de Ebitda trimestral já da história da companhia. O Ebitda ajustado – que exclui o impacto dos poços secos -, foi de R$ 859,7 milhões, uma elevação de 39,9% na mesma base de comparação. A margem Ebitda, excluindo poços secos, alcançou 51,1% no trimestre, alta de 0,9 ponto porcentual (p.p) na base anual.

Unidas (LCAM3) 

A Unidas informou que registrou lucro líquido de R$ 276,9 milhões no quarto trimestre de 2021, avanço de 40,5% ante o mesmo período de 2020. No ano, o lucro líquido da companhia foi de R$ 1 bilhão, aumento de 153% sobre o ano anterior. 

A receita líquida atingiu R$ 1,6 bilhão no quarto trimestre. O número representa alta de 6,5% na comparação anual. 

O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente somou R$ 722,5 milhões, crescimento de 55,1% em relação ao 4T20. 

Em 2021, a Unidas alcançou Ebitda recorrente recorde de R$ 2,4 bilhões, alta de 80,2% quando comparado com o ano de 2020. 

Vale (VALE3)

A Vale informou que a Vale Canadá e a produtora de células de íon-lítio Northvolt AB anunciaram nesta terça-feira, 22, um acordo plurianual no qual a Vale irá fornecer produtos de níquel de baixo carbono à Northvolt, reforçando o compromisso compartilhado das empresas com a sustentabilidade na cadeia de veículos elétricos e eletrificação da indústria de mineração de forma geral. O contrato é fruto de mais de dois anos de negociação e será a plataforma de lançamento para uma maior cooperação em diversas áreas.

A mineradora destaca que o acordo reafirma a posição da Vale como fornecedora preferencial para a indústria de veículos elétricos em rápido crescimento e se alinha com o imperativo da Northvolt de minimizar as emissões de carbono e outros impactos ambientais na cadeia de valor das baterias.

Com Estadão Conteúdo

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