Choque provocado por guerra na Ucrânia pode exacerbar pressões inflacionárias, aponta ata do Copom

"Na visão do Comitê, esses desenvolvimentos podem ter consequências de longo prazo e se traduzir em pressões inflacionárias mais prolongadas", complementou o Comitê
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O Banco Central avalia que o choque de oferta provocado pela guerra na Ucrânia pode exacerbar pressões inflacionárias que já vinham se acumulando no Brasil, confome ata do Comitê de Política Monetária (Copom) publicada nesta terça-feira.

“A reorganização das cadeias de produção globais, com a criação de redundâncias na produção e no suprimento de insumos e mudança no tratamento dos estoques de bens (no sentido de se deter maiores estoques), ganhou novo impulso com o conflito na Europa e as sanções aplicadas à Rússia”, apontou a ata.

“Na visão do Comitê, esses desenvolvimentos podem ter consequências de longo prazo e se traduzir em pressões inflacionárias mais prolongadas na produção global de bens”.

Na semana passada, o BC aumentou a taxa básica de juros em 1 ponto percentual, ao patamar de 11,75% ao ano, reduzindo a intensidade do aperto monetário após três altas consecutivas de 1,5 ponto.

Ao tomar a decisão, o BC informou que deverá fazer novo ajuste de um ponto na Selic na próxima reunião do Copom, em maio, buscando avançar “significativamente em território ainda mais contracionista” na tentativa de domar a inflação.

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