Pnad Contínua, futuros dos EUA em queda e o que move o mercado hoje

A divulgação dos balanços trimestrais também continuam a todo vapor, com destaque para os resultados corporativos da Eletrobras

Os índices futuros dos Estados Unidos operam em baixa na manhã desta sexta-feira (18), seguindo as Bolsas europeias. A queda ocorre após três dias consecutivos de alta, após o Federal Reserve, banco central dos EUA, aumentar os juros pela primeira vez desde 2018.

O mercado asiático, por sua vez, seguiu outra direção e fechou majoritariamente em alta, com exceção do índice Hang Seng, de Hong Kong.

O índice Nikkei subiu 0,65% em Tóquio, a 26.827,43 pontos, após o BoJ deixar sua política monetária inalterada e seu presidente, Haruhiko Kuroda, dizer que não há necessidade de elevar juros para controlar a inflação gerada pelo salto dos preços de energia em meio à guerra russo-ucraniana.

Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi avançou 0,46% em Seul, a 2.707,02 pontos, e o Taiex registrou alta marginal de 0,05% em Taiwan, a 17.456,52 pontos, enquanto o Hang Seng caiu 0,41%, a 21.412,40 pontos, depois de acumular robustos ganhos nos dois pregões anteriores em reação a uma promessa do governo chinês de apoiar os mercados de capitais e setor imobiliário.

Na China continental, os mercados ampliaram a valorização recente, sustentados pela perspectiva de mais estímulos de Pequim e seguindo o tom positivo de Wall Street. O Xangai Composto subiu 1,12%, a 3.251,07 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,56%, a 2.144,90 pontos.

Além disso, há expectativas na Ásia para uma conversa que os presidentes dos EUA, Joe Biden, e da China, Xi Jinping, que deverão ter nesta sexta sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia e outros assuntos.

BRASIL

No cenário doméstico, a agenda econômica brasileira tem como destaque a segunda prévia do IGP-M, além da taxa de desemprego Pnad Contínua do trimestre até janeiro, que será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

A divulgação dos balanços trimestrais também continuam a todo vapor, com resultados corporativos da Eletrobras (ELET3; ELET6).

RADAR CORPORATIVO

A operadora de shoppings brMalls disse nesta quinta-feira que seu conselho de administração decidiu, por unanimidade, rejeitar a nova oferta de combinação de negócios enviada pela rival Aliansce Sonae.

A B3 (B3SA3) teve leve alta no lucro do quarto trimestre, mesmo com queda nas receitas nos segmentos de produtos listados e em financiamentos.

E o grupo Energisa (ENGI11) reportou lucro líquido consolidado de R$ 582,6 milhões no quarto trimestre de 2021, um aumento de 203,4%, ou R$ 390,6 milhões, em relação ao reportado no mesmo período do exercício.

Com isso, no acumulado do ano, o resultado líquido da companhia alcançou o recorde de R$ 3,068 bilhões, alta de 90,9% – ou R$ 1,46 bilhão – frente o apurado em 2020.

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

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