Mesmo com juros mais altos, setor imobiliário americano tem “boom” e falta apartamento, afirma estrategista

William também disse que o mercado de trabalho americano está muito apertado e a economia segue crescendo. Isso justificaria o motivo do segmento estar forte

Em 2008, o setor imobiliário americano foi muito penalizado quando o juros foram elevados e as pessoas não conseguiram arcar com as despesas. Recentemente, o Fed subiu, o que não acontecia desde 2018, em 0,25 p. p. a taxa de juros para um intervalo entre 0,25 e 0,5%.

Para o estrategista-chefe da Avenue, William Castro Alves, travar o mercado imobiliário não tem sido a realidade que o mercado tem visto nos Estados Unidos. “Teve um ‘boom’ imobiliário na Flórida que falta apartamento e você precisa construir mais mesmo com taxas de juros mais altas”, apontou durante participação na programação da BM&C News.

O estrategista explicou que isso acontece em razão de um balanço de oferta e demanda que ainda é baixo. Com isso, ainda teve um agravante, que foi a pandemia, e fez com que as obras atrasassem.

“Os dados que saíram nesta semana de quantas casas estão sendo iniciadas para serem construídas, ou de permissões para construir novas casas, continuam aumentando e estão em patamares superiores comparado aos últimos anos”, destacou.

William também disse que o mercado de trabalho americano está muito apertado e a economia segue crescendo. Isso justificaria o motivo do segmento estar forte.

“O que mais pesa na hora de comprar uma casa não é tanto a taxa de juros, que vai influenciar em US$ 50 ou US$ 100 a mais na prestação, mas sim a renda e a segurança em termos de trabalho”, analisou.

Confira a análise na íntegra:

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