Repercussão Fomc e Copom, IBC-BR e o que move o mercado hoje

Ontem, o Fed elevou seus juros básicos em 0,25 ponto percentual; já o Banco Central brasileiro aumentou a taxa Selic em 1 p.p.

As Bolsas mundiais operam de forma mista na manhã desta quinta-feira (17). Os índices futuros dos Estados Unidos estão em baixa, acompanhando o ritmo da Europa, com exceção do índice Stoxx600, que está em alta.

Lá na Ásia, o mercado fechou em forte alta pelo segundo dia consecutivo, acompanhando Wall Street, que ontem vivenciou um rali após o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) anunciar seu primeiro aumento de juros desde 2018, e ainda sustentadas por uma promessa da China de dar apoio à sua economia.

O Hang Seng liderou os ganhos na Ásia, com um salto de 7,04% em Hong Kong, a 21.501,23 pontos. Na China continental, o Xangai Composto subiu 1,40%, a 3.215,04 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto se valorizou 2,24%, a 2.133,01 pontos.

Em outras partes da Ásia, o índice japonês Nikkei teve vigorosa alta de 3,46% em Tóquio hoje, a 26.652,89 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 1,33% em Seul, a 2.694,11 pontos, e o Taiex subiu 3% em Taiwan, a 17.448,22 pontos.

Ontem, o Fed elevou seus juros básicos em 0,25 ponto percentual, menos do que a alta de 0,50 ponto defendida por alguns dirigentes do BC americano. Por outro lado, o Fed sinalizou mais seis aumentos de juros ao longo do ano.

BRASIL

No cenário doméstico, o Banco Central confirmou as projeções e aumentou a taxa Selic em 1 ponto percentual, levando os juros para 12,75%. A novidade veio com a intenção de um “outro ajuste da mesma magnitude”, o que pode levar a taxa para 13,75% já no começo de maio.

De acordo com o BC, o principal objetivo é conter a pressão inflacionária. A decisão já era esperada pelo mercado financeiro. Especialistas avaliam que o Banco Central continuará elevando a taxa nos próximos meses. Além disso, a invasão da Ucrânia pela Rússia gerou novas pressões inflacionárias.

Sobre a guerra, o Copom ressalta: “O conflito entre Rússia e Ucrânia levou a um aperto significativo das condições financeiras e aumento da incerteza em torno do cenário econômico mundial. Em particular, o choque de oferta decorrente do conflito tem o potencial de exacerbar as pressões inflacionárias que já vinham se acumulando tanto em economias emergentes quanto avançadas”.

Hoje, a agenda econômica tem como destaque o IBC-Br, que é considerado a prévia do PIB, de janeiro, além de um dia agitado nos resultados trimestrais.

RADAR CORPORATIVO

A petroquímica Braskem (BRKM5) anunciou na quarta-feira que teve uma queda de 37% no lucro do quarto trimestre, resultado que também veio abaixo das previsões de analistas.

Lojas Marisa (AMAR3) reportou prejuízo líquido de R$ 3,2 milhões no quarto trimestre de 2021, o valor é 88,8% melhor do que o mesmo período de 2020. 

E a MRV&Co (MRVE3) teve aumento robusto do lucro no quarto trimestre, uma vez que as fortes vendas de sua unidade nos Estados Unidos compensaram a pressão inflacionária sobre os empreendimentos do programa Casa Verde e Amarela, no Brasil.

Veja a agenda do dia:

HoraRegiãoEvento
9hReino UnidoDecisão da taxa de juros
9hBrasilIBC-Br
9h30EUAPedidos de seguro-desemprego
10h15EUAProdução industrial (Fevereiro)

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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