Banco Central pode estar “subestimando a alta”, avalia analista sobre aumento da Selic

Segundo o analista, se, daqui para frente, os preços dos combustíveis mostrarem-se mais persistentes, pode, inclusive, ter um custo maior lá na frente por esperar tanto tempo para agir neste momento

Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, aumentou a taxa Selic para 11,75%. No ano passado, a taxa básica de juros chegou a 2% ao ano. Apesar de que, há quem diga que o Banco Central errou em elevar demais ou de menor a inflação, o analista de renda fixa na Nord Research, Christopher Gomes Galvão, acredita que o Banco Central pode até estar “subestimando a alta”.

“Hoje, não está exagerando em aumentar tanto a Selic, porque tem, inclusive, o risco de elevar a Selic para patamares até acima disso ou manter-se no patamar de 13%, que o Banco Central está projetando atualmente, por um período maior de tempo”, avaliou em entrevista à BM&C News.

Christopher explicou que mesmo com a inflação bastante elevada, núcleos em alta e efeitos do cenário externo sobre os preços dos combustíveis no Brasil, isso vai permitir que a Selic caia para o patamar de 8,75% no ano que vem. Desse modo, a atividade não será tão penalizada.

Com isso, segundo o analista, se, daqui para frente, os preços dos combustíveis mostrarem-se mais persistentes, pode, inclusive, ter um custo maior lá na frente por esperar tanto tempo para agir neste momento.

Em relação ao ano passado, quando a Selic ficou em 2%, Christopher avalia como explicável: “Naquele momento, quando caiu a taxa de juros para o menor patamar da série histórica, uma queda dos juros tinha lógica: a inflação não estava mostrando-se pressionada, como está hoje, e as atividades estavam super baixas, por conta da questão dos efeitos da pandemia”, afirmou.

Já em em relação à próxima reunião, o especialista disse que, como não existe surpresa do mercado, não deve ter grandes efeitos sobre os investimentos pré-fixados, pelo fato de já estar sendo precificado este cenário.

Confira a avaliação do analista sobre os pré-fixados:

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