Ibovespa segue exterior e sobe; mercado aguarda Copom e Fed

O principal índice da B3 tem alta de 1,49% aos 110.575 pontos

O Ibovespa registra alta nesta quarta-feira (16), na mesma direção dos índices futuros dos Estados Unidos. Os investidores aguardam as decisões sobre as taxas de juros, tanto no Brasil quanto nos EUA.

Às 13h16, o principal índice da B3 tinha alta de 1,49% aos 110.575 pontos.

Em Nova York, os principais índices também registram sinais positivos. O S&P 500 avança 1,70%, o Nasdaq opera em alta de 2,73%, enquanto o Dow Jones sobe 1,20%.

Nos EUA, o mercado espera um aperto monetário na ordem de 0,25pp, com resultado sendo previsto para ser divulgado às 15h, com entrevista do presidente do Fed, Jerome Powell, às 15h30.

No cenário doméstico, também será divulgado a decisão dos juros por parte do Copom, com expectativa unânime de um aumento de 1pp, que deve elevar a taxa básica dos juros do País para 11,75%.

Entre os indicadores do dia, o setor de serviços brasileiro registrou queda de 0,1% em janeiro na comparação mensal, após acumular um ganho de 4,7% nos dois últimos meses do ano passado. Os dados foram divulgados pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Três das cinco atividades pesquisadas tiveram retração no mês de janeiro, com destaque para serviços de informação e comunicação (-4,7%), que recuaram pelo segundo mês consecutivo.

Ainda no Brasil, o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 1,18% em março, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com esse resultado, o índice acumula alta de 5,02% no ano e de 14,63% em 12 meses.

De acordo com a FGV, o reajuste dos combustíveis não influenciou o comportamento desta edição do IGP-10, cujo período de coleta foi encerrado no dia 10 de março.

Guerra afetará toda a economia global, diz FMI

O mercado também segue atento aos desdobramentos da guerra na Ucrânia. A invasão do páís pela Rússia afetará toda a economia global ao desacelerar o crescimento e aumentar a inflação, e pode remodelar fundamentalmente a ordem econômica global a longo prazo, disse o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Além do sofrimento humano e dos fluxos históricos de refugiados, a guerra está elevando os preços de alimentos e energia, incitando a inflação e corroendo o valor da renda, ao mesmo tempo em que afeta o comércio, as cadeias de suprimentos e as remessas em países vizinhos à Ucrânia, afirmou o FMI em um post em seu site.

Também está minando a confiança empresarial e provocando incertezas entre os investidores, o que reduzirá os preços dos ativos, apertará as condições financeiras e poderá desencadear saídas de capital de mercados emergentes, acrescentou.

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