Dólar à vista fecha em alta de 0,75%, a R$ 5,15

Em quatro pregões consecutivos de ganhos, a cotação saltou 2,91%. A série é a mais longa desde os cinco dias de valorização registrados entre 9 e 15 de dezembro do ano passado

O dólar registrou nesta terça-feira o quarto pregão consecutivo de alta, mais longa série do tipo em três meses, que levou a cotação ao maior patamar desde meados de fevereiro e acima de R$ 5,15.

A alta do dólar –em outras palavras, a depreciação da taxa de câmbio – ocorreu em sintonia com novo dia de perdas na bolsa de valores brasileira, mais uma vez pela queda dos preços das commodities. O rali das matérias-primas nas últimas semanas havia oferecido um escudo aos ativos domésticos, em meio ao chacoalhão global decorrente da guerra da Ucrânia e de suas consequências econômicas.

Preocupações com desdobramentos de novos lockdowns na China por causa de um forte aumento de casos de Covid-19 no país e certo nervosismo antes das decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos contribuíram para a realização de lucros na taxa de câmbio nesta terça.

Tanto que o real, que registrou o melhor desempenho global nas semanas seguintes ao início da guerra na Ucrânia, desde a véspera figura entre as moedas de pior desempenho global. Nesta terça, revezou com o peso colombiano (outra divisa “vencedora” durante o conflito no leste da Europa) o posto de maior queda diária entre os principais pares do dólar.

O dólar à vista fechou esta terça-feira em alta de 0,75%, a R$ 5,1584 – valor mais alto desde 17 de fevereiro (R$ 5,16), bem antes de a Rússia invadir território ucraniano.

Em quatro pregões consecutivos de ganhos, a cotação saltou 2,91%. A série é a mais longa desde os cinco dias de valorização registrados entre 9 e 15 de dezembro do ano passado.

Ao longo da sessão, o dólar oscilou entre R$ 5,09 (-0,54%) e R$ 5,17 (+0,99%).

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