Balanços corporativos, Covid-19 na China e o que move o mercado hoje

As Bolsas asiáticas fecharam em majoritariamente baixa, repercutindo o lockdown em grandes cidades como Xangai e Shenzhen

As Bolsas da Europa e os índices futuros dos Estados Unidos operam em queda na manhã desta terça-feira (15), com o impasse das negociações para o fim do conflito entre Rússia e Ucrânia, além dos novos casos de Covid-19 na China.

No mercado asiático, as Bolsas fecharam majoritariamente em baixa, repercutindo o lockdown em grandes cidades como Xangai e Shenzhen. Só o índice Nikkei ficou em leve alta de +0,15%.

Em Seul, o Kospi teve queda de -0,91% e, em Taiwan, o Taiex ficou em baixa de -1,95%. Na China, o Xangai teve queda de -4,95% e o Shenzhen, -4,56%.

Além disso, a China apresentou dados de produção industrial e vendas no varejo bem acima do esperado, o que poderá trazer um alívio para as commodities de forma geral. 

Na agenda econômica, teremos a divulgação do relatório mensal da OPEP, além dos dados do índice de preços ao produtor americano, de olho na inflação, com investidores aguardando a definição da reunião de quarta-feira (16).

BRASIL

No cenário doméstico, impregnou o risco político com a possibilidade de o governo federal aumentar o Auxílio Brasil para frear o aumento do preço dos combustíveis, o que acende o alerta do risco fiscal que economistas alertaram, além de aumentar a percepção de aversão ao risco local, demonstrada nas curvas de juros.

Nesta terça-feira, o mercado repercutirá os resultados do 4T21 da CBA, CVC, Iguatemi, Terra Santo Agro e Yduqs, que mostrarão seus números logo após o fechamento do pregão.

Além disso, Teresa Cristina, ministra da Agricultura, se reunirá com empresários no Canadá para falar sobre fertilizantes.

RADAR CORPORATIVO

Magazine Luiza (MGLU3) reportou lucro líquido de R$ 93 milhões no quarto trimestre de 2021, queda de 57,6% ante o mesmo período do ano anterior, informou a companhia na segunda-feira (14).

A Via (VIIA3) fez um acordo para transferência de créditos tributários de ICMS de R$ 300 milhões. De acordo com a empresa, o impacto esperado com a transação no fluxo de caixa e resultados será apropriado ao longo dos próximos 18 meses.

E o CEO da Pfizer, Albert Bourla, disse que a quarta dose da vacina contra a Covid-19 será necessária. Segundo ele, a terceira é eficaz para hospitalizações e óbitos, mas não é tão eficiente contra infecções. 

“Muitas variantes estão surgindo e a Ômicron foi a primeira a conseguir escapar, de maneira habilidosa, da proteção imunológica que estamos dando”, destacou o CEO durante entrevista à CBS.

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