Destaques da Bolsa: Vale (VALE3) sobe quase 8%; Petrobras (PETR3) também avança 3%

Confira os destaques desta quarta-feira (2)

O Ibovespa encerrou em alta, nesta quarta-feira (2), seguindo as bolsas internacionais e as ações de commodities, mas com os conflitos entre Rússia e Ucrânia ainda no radar. 

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em alta de 1,80%, cotado a 115.173,61 pontos.

Vale e siderúrgicas ficaram entre as maiores altas, com o avanço do minério de ferro: Vale (VALE3) teve alta de 7,99%, CSN (CSNA3) +8,09%, Gerdau (GGBR4) +6,44%, Metalúrgica Gerdau (GOAU4) +6,44% e Usiminas (USIM5) 4,49%. 

Com a valorização do petróleo, 3R Petroleum (RRRP3) disparou 12,93%, PetroRio (PRIO3) subiu 9,02%, Petrobras ON (PETR3) avançou 3,16% e Petrobras PN (PETR4) teve ganhos de 1,97%. 

Com a guerra que acontece na Ucrânia, as empresas de viagem e turismo operam em baixa. Gol (GOLL4) perdeu 3,01%, CVC (CVCB3) caiu 2,63% e Azul (AZUL4) teve desvalorização de 1,78%. 

A Ambev (ABEV3) foi a maior baixa desta sessão, com queda de 4,47%. 

Confira os destaques desta quarta-feira:

Petróleo

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) concordou com uma adição pequena e planejada na produção do óleo em abril, de 400 mil barris por dia (bpd), apesar de os preços terem subido a níveis não vistos em mais de oito anos, em meio a preocupações com a oferta após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

A decisão da Opep+ ocorre um dia depois que os EUA e outros grandes países consumidores de petróleo disseram na terça-feira que liberariam 60 milhões de barris de petróleo de seus estoques de emergência na tentativa de domar o aumento dos preços.

Os preços do petróleo subiram acentuadamente nos últimos meses, alimentando a inflação em todo o mundo, em parte porque vários membros da Opep+ não conseguiram atender sua parcela de produção à medida que a demanda global aumentou.

Os valores chegaram a mais de US$ 110 pela primeira vez desde 2014, quando as refinarias se recusaram a comprar petróleo russo, levantando preocupações sobre o fornecimento global de energia.

Petrobras (PETR3;PETR4)

Os valores médios de diesel e gasolina da Petrobras nas refinarias atingiram, nesta quarta-feira, 25% de defasagem ante a paridade de importação, um nível não visto há cerca de 10 anos, apontaram cálculos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).

O chamado preço de paridade de importação (PPI) é o custo do produto importado trazido ao país.

A atual política de preços da Petrobras busca seguir o PPI, para evitar prejuízos, considerando indicadores como o valor do barril do petróleo e o dólar. No entanto, a empresa tem demorado a fazer reajustes, alegando que assim evita repassar volatilidade internacional ao mercado interno.

“A Petrobras vem praticando preços muito abaixo da paridade nos últimos meses, mas, agora com o conflito na Ucrânia, as defasagens chegaram em patamares (não vistos há muito tempo)”, disse à Reuters o presidente da Abicom, Sergio Araújo.

“Este nível de defasagem só ocorreu no período de 2011/2013, quando a Petrobras acumulou grandes prejuízos.”

Vibra Energia (VBBR3) 

A Vibra Energia (ex-BR distribuidora) e os sócios fundadores da Vibra Comercializadora (antiga Targus) passarão a compor um bloco de acionistas da comercializadora de energia Comerc, detentores de 50% de seu capital social, conforme previsto em acordo anunciado no ano passado.

A informação foi publicada em fato relevante nesta quarta-feira pela Vibra, que também informou que um avanço do negócio permitiu que a empresa tenha a opção de adquirir até a totalidade das ações de emissão da Comerc, a partir de 2026.

O importante passo ocorre como consequência do acordo de 3,25 bilhões de reais fechado em outubro para adquirir 50% do capital da Comerc, uma das maiores em comercialização de energia do Brasil.

Com Reuters e Estadão Conteúdo

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