Momento é oportuno para comprar ações que podem subir com a queda dos juros no longo prazo, afirmam gestores

Bittencourt destacou a importância da diversificação setorial e citou como empresas interessantes para ter no portfólio Hapvida, Eneva, BTG e Equatorial

Existe uma expectativa de que as ações subam diante da queda da Selic. Para o Mauricio Bittencourt, sócio-fundador da gestora Velt, agora é o momento de fazer novas compras. Durante a CEO Conference, evento organizado pelo Banco BTG Pactual, nesta quarta-feira (23), o executivo disse não saber se a Bolsa de Valores está barata, mas que os investimentos devem ser feitos em setores que melhor se beneficiam da baixa dos juros em um período de longo prazo.

“No ano passado, os juros de longo prazo saíram de 6,5% para 12% e esse enorme movimento impactou muitas ações. Então, vemos uma assimetria. Eu não sei se os juros devem voltar a um patamar razoável ainda em 2022 ou apenas em 2023, mas tenho uma opinião bastante forte de que a assimetria está a nosso favor e os juros devem ser mais baixos”, disse. 

Além disso, Bittencourt destacou a importância da diversificação setorial e citou como empresas interessantes para ter no portfólio Hapvida, Eneva, BTG e Equatorial.

No mesmo painel, Florian Bartunek, sócio-fundador da gestora Constellation, acrescentou que mesmo diante do cenário inflacionário e crescimento econômico baixo, as empresas têm mostrado resultados positivos, mas é necessário avaliar os múltiplos também.

“Às vezes, o resultado da empresa vem bom, mas o múltiplo cai. Estamos relativamente tranquilos, porque o ano tende a ser bom para os resultados das companhias em geral, mas os múltiplos são outra história”, pontuou.

Guilherme Aché, sócio-fundador e presidente da gestora Squadra, disse que estar otimista com as eleições. “Acho que vai ser o inverso da eleição de 2002, em que o cenário foi piorando”, afirmou.

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