Ibovespa acompanha bolsas dos EUA e vira para queda

O principal índice da B3 registra baixa de 0,37% aos 112.479 pontos

O Ibovespa opera em queda nesta quarta-feira (23), na mesma direção dos índices futuros dos EUA.

Às 15h35, o principal índice da B3 registrava baixa de 0,37% aos 112.479 pontos.

Nos EUA, os índices futuros também recuam. O S&P500 cai 1,01%, o Nasdaq tem baixa de 1,28% enquanto o Dow Jones opera com desvalorização de 0,74%.

Os investidores continuam atentos aos desdobramentos da crise geopolítica entre Rússia e Ucrânia. Na última terça-feira, os Estados Unidos, o Reino Unido e a União Europeia agiram em conjunto para punir a Rússia pela decisão de reconhecer enclaves separatistas no leste da Ucrânia e ordenar o envio de tropas à região.

Em uma ação coordenada, americanos e europeus aplicaram sanções contra bancos russos, oligarcas e aliados do presidente Vladimir Putin. A mais significativa delas tem como objetivo vetar o acesso russo ao financiamento de sua dívida soberana – que é a capacidade do país de emitir dívida para se financiar.

Em discurso na Casa Branca, Biden declarou que as sanções contra a Rússia são o começo de uma série que pode se estender caso Putin avance sobre o território ucraniano.

O dia também conta com indicadores econômicos importantes no Brasil. Mais cedo, o IBGE informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,99% em fevereiro, após ter avançado 0,58% em janeiro.

O resultado ficou acima do teto das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam uma alta de 0,53% a 0,96%, com mediana positiva de 0,87%.

Já a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou que o Índice de Confiança da Construção (ICST) subiu 0,9 ponto em fevereiro, para 93,7 pontos. A alta não foi suficiente para recuperar o tombo de 3,9 pontos registrado em janeiro.

No campo corporativo, a Gerdau (GGBR4) divulgou seu balanço do 4TRI21 e reportou um lucro líquido consolidado de R$ 3,560 bilhões. Esse resultado representa um crescimento de 237% ante o mesmo período do ano passado.

De acordo com a companhia, o resultado apresentado foi impulsionado pelo maior lucro antes do juros, impostos, depreciação e Ebitda e representa um recorde histórico para o trimestre. Durante o ano, a siderurgia teve um lucro de R$ 15,559 bilhões, indicando um aumento de 552% em relação ao ano anterior.

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