Ibovespa fecha em queda e volta aos 112 mil pontos

Nos Estados Unidos os indicadores também estão ampliando as perdas, com destaque negativo para a Nasdaq

O Ibovespa fecha novamente em queda, voltando aos 112 mil pontos depois de ter alcançado os 115 mil pontos. O principal motivo da queda é a deterioração do ambiente externo. Os investidores permanecem de olho nos risco de uma guerra entre Rússia e Ucrânia, temor que azedou o humor dos mercados, não só aqui, mas também no mundo todo.

As commodities, que oferecem proteção ao investidor nesse tipo de conflito, contribuem timidamente com o desempenho negativo do Ibovespa. Isso porque, os preços do petróleo voltaram a perder fôlego hoje, ameaçando perder o patamar dos US$ 90.

O UBS disse, em relatório, que mesmo um conflito militar, não haveria impacto significativo no fornecimento de gás e petróleo à Europa. Já o preço do minério de ferro voltou a subir hoje, mas temores sobre uma intervenção do governo chinês nos estoques da matéria-prima mantém o clima de cautela no mercado.

Nos Estados Unidos os indicadores também estão ampliando as perdas, com destaque negativo para a Nasdaq, que concentra papéis de tecnologia. As ações deste segmento estão sofrendo com a volatilidade do mercado, enquanto os investidores buscam ativos considerados mais seguros.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de -0,57%, cotado a 112.879,85 pontos.

dólar comercial fechou pela sexta semana seguida em queda de -0,52%, cotado a R$ 5,1400

Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam em baixa. O S&P 500 fechou em desvalorização de -0,71% (4.348,97), o Nasdaq registrou queda de -1,23% (13.548,07), enquanto o Dow Jones encerrou o dia caindo em -0,68% (34.079,12).

Confira os destaques desta sexta-feira:

Presidente do Banco Mundial teme que G20 não tome medidas para lidar com excesso de dívida

O presidente do Banco Mundial, David Malpass, disse nesta sexta-feira não acreditar que os ministros das Finanças do Grupo dos 20 estejam tomando medidas adequadas para lidar com um excesso crescente de dívida que ameaça a recuperação de países pobres que terão que gastar recursos preciosos para quitar dívidas com credores ricos.

“Sabe, os ministros das Finanças do G20 estão se reunindo hoje, tentando elaborar um comunicado”, afirmou Malpass em um fórum na Conferência de Segurança de Munique. “E a preocupação é que o G20 não esteja identificando os passos à frente para lidar com esse excesso de dívida.”

Um comunicado final da reunião dos líderes financeiros do G20 sediada pela Indonésia foi adiado devido a divergências com Rússia e China sobre referências a tensões geopolíticas e linguagem sobre reestruturação da dívida, disseram pessoas familiarizadas com as negociações.

Pix tira R$ 1,5 bi de grandes bancos em 2021

O Pix retirou no ano passado R$ 1,5 bilhão em receitas dos maiores bancos listados na B3 – Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander. Mesmo com este impacto, as receitas com serviços dos quatro cresceram e atingiram R$ 122 bilhões. Em janeiro deste ano, segundo o BC, foram realizadas 1,3 bilhão de transações via Pix. É mais de seis vezes o total do mesmo mês de 2021.

Antes da ferramenta do Banco Central, as opções de transferência mais abrangentes eram o TED, em que o valor cai na conta do favorecido no mesmo dia, e o DOC, em que o crédito ocorre no dia seguinte. As duas transferências são pagas, mas, em geral, os pacotes (pagos) de serviço de conta corrente dos bancos incluem algumas transferências gratuitas por mês.

De acordo com executivos do setor, é sobre TED e DOC que o Pix mais tem avançado. Para pessoas físicas, as transferências são gratuitas, e elas respondem por 72% do total. Para evitar uma erosão da base de receitas, os bancos precisam mudar a forma como rentabilizam cada cliente. O movimento é o mesmo que as instituições têm de fazer diante da concorrência com as fintechs.

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