Ibovespa fecha em queda depois de 7 altas seguidas

Nos EUA as bolsas também fecham em queda com a escalada das tensões entre Rússia e Ucrânia
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O recrudescimento das tensões entre Rússia e EUA em torno da Ucrânia abala os mercados globais nesta quinta-feira (17), e derruba o Ibovespa, que vinha resistente em meio às tensões do exterior. Dessa forma, o principal índice da Bolsa brasileira fecha em queda, depois de 7 altas ininterruptas.

Nesse cenário, mineradoras e siderúrgicas sofrem e protagonizam as maiores baixas do índice. As companhias são afetadas pela queda no preço internacional do minério de ferro, após intervenções de autoridades chinesas. A China suspeita de manipulação de preços da matéria-prima e exige que os comerciantes reduzam seus estoques.

Entre os indicadores do dia, o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos anunciou que os novos pedidos de seguro-desemprego atingiram 248 mil na semana encerrada em 12 de fevereiro. O número ficou bem acima das projeções do mercado, que apontavam para 219 mil solicitações no período. Na semana anterior, o número de pedidos iniciais foi de 225 mil, conforme dados revisados.

Nos EUA as bolsas também fecham em queda com a escalada das tensões entre Rússia e Ucrânia que eleva o nervosismo de investidores, uma vez que o presidente norte-americano, Joe Biden, disse que a ameaça de uma invasão é “muito alta”. Além disso, os índices já estavam em dia que o ânimo era abalado pela decepção com alguns balanços corporativos.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de -1,43%, cotado a 113.528,48 pontos.

dólar comercial fechou em alta de +0,76%, cotado a R$ 5,1669

Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam mistas. O S&P 500 fechou em desvalorização de -2,12% (4.380,04), o Nasdaq registrou queda de -2,88% (13.716,72), enquanto o Dow Jones encerrou o dia caindo em -1,78% (34.311,18).

Confira os destaques desta quinta-feira:

Rússia expulsa autoridade dos EUA da embaixada em Moscou

Rússia expulsou o vice-embaixador dos Estados Unidos, Bart Gorman, da embaixada americana em Moscou, capital russa, informou o Departamento de Estado dos EUA, nesta quinta-feira (17).

Segundo um porta-voz do departamento, a expulsão não foi provocada e a administração do presidente Joe Biden irá responder ao fato.

Biden falou com alguns repórteres na saída da Casa Branca. O presidente afirmou que a ameaça de uma invasão russa na Ucrânia é “muito alta”.

O presidente disse que havia “todas as indicações de que eles estão preparados para entrar na Ucrânia”.

“Não tenho planos de telefonar a Putin neste momento”, ressaltou Biden.

Em visita à Hungria, Bolsonaro diz que ‘guerra não interessa a ninguém’

O presidente Jair Bolsonaro (PL) se encontrou com o primeiro-ministro da HungriaViktor Orbán, nesta quinta-feira (17). No discurso, o chefe de Estado comentou que a retirada das tropas russas da fronteira com a Ucrânia representa “um gesto de que a guerra realmente não interessa a ninguém”.

“Trocamos informações sobre uma possibilidade ou não de uma guerra entre a Rússia e a Ucrânia. E passei para ele o meu sentimento que tive dessa viagem, até mesmo pela coincidência de ainda estarmos em voo para Moscou e parte das tropas russas serem desmobilizadas da fronteira. Entendo como um gesto de que a guerra realmente não interessa a ninguém”, afirmou Bolsonaro.

No entanto, os Estados Unidos acusaram a Rússia de não estar retirando tropas de sua fronteira, mas sim aumentando o seu contingente em mais de sete mil soldados. A informação foi dada por um alto funcionário da Casa Branca.

Bolsonaro complementou que o mundo não se interessa pela guerra porque “todo mundo perde com isso, especialmente a vizinhaça, que é uma preocupação do Orbán e do seu presidente”.

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