Ações europeias caem com escalada de tensões entre Rússia e Ucrânia

O grupo britânico Reckitt Benckiser subiu 5,9%, depois de superar as previsões de vendas para o quarto trimestre

As ações europeias caíram nesta quinta-feira, com o aumento das tensões na fronteira entre Rússia e Ucrânia ofuscando uma série de balanços encorajadores de empresas como Kering, Reckitt Benckiser e Commerzbank.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 0,69%, a 464,55 pontos. Papéis dos setores bancário e de energia lideraram as perdas, conforme os preços do petróleo recuavam e os rendimentos dos títulos europeus de referência cederam pela segunda sessão consecutiva.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta quinta-feira que agora há todas as indicações de que a Rússia planeja uma invasão à Ucrânia, inclusive sinais de que Moscou está realizando uma falsa operação de bandeira para justificá-la depois que forças ucranianas e rebeldes pró-Moscou trocaram tiros.

O índice CAC 40, referência para o mercado acionário da França, recuou 0,3%, uma das menores perdas entre os pares europeus, com algum suporte do salto de 5% nas ações da fabricante de artigos de luxo Kering, que relatou um forte crescimento nas vendas trimestrais impulsionado por sua marca Gucci. Hermes ganhou 1,1%.

O grupo britânico Reckitt Benckiser subiu 5,9%, depois de superar as previsões de vendas para o quarto trimestre.

Commerzbank avançou 3,2%. O credor alemão registrou um quarto trimestre melhor do que o esperado e traçou uma perspectiva otimista para 2022.

Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,87%, a 7.537,37 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,67%, a 15.267,63 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,26%, a 6.946,82 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 1,11%, a 26.669,27 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,76%, a 8.671,10 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,08%, a 5.658,54 pontos.

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