Ibovespa fecha em alta suportando pressões geopolíticas

Nos EUA as bolsas fecham em queda, com preocupações sobre o avanço da inflação no país e à possibilidade da Rússia invadir a Ucrânia nos próximos dias

O Ibovespa iniciou o pregão em alta e foi assim que o mesmo ficou durante boa parte do dia. Entretanto, após novas ameaças da Rússia de invadir a Ucrânia, o índice chegou a operar nas mínimas do dia, na última hora do pregão, virando para o negativo junto com as bolsas de Nova York. Mesmo assim, o índice conseguiu suportar a pressão e finalizou em alta nos 45′ aos segundo tempo.

As tensões entre os dois países têm sido monitoradas ao longo das últimas semanas, fazendo os preços subirem, sobretudo, no mercado de commodities.

Em contrapartida o dólar vem sofrendo com sua desvalorização em relação ao real. A moeda norte-americana chegou a ser negociado abaixo de R$ 5,20 nos negócios de hoje, recuperou fôlego e terminou o dia próximo da estabilidade, cotado a R$ 5,241 na compra e R$ 5,242 na venda, com ligeira alta de 0,01%.

Já os juros passaram a subir forte depois da escalada de tensões na fronteira ucraniana: o DI com vencimento em janeiro de 2023 sobe 14 pontos-base, para 12,48%; os contratos para janeiro de 2025 avançam 15 pontos-base, a 11,43%; os juros para janeiro de 2027 sobem seis pontos-base, a 11,34% e o DI para janeiro de 2029 avança dois pontos-base, a 11,52%.

Nos EUA, as bolsas também fecham em queda, pressionadas principalmente pelo aumento das tensões geopolíticas na Europa. Além das preocupações com o avanço da inflação no país, o mercado também está reagindo à possibilidade de que a Rússia invada a Ucrânia nos próximos dias.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em alta de +0,18%, cotado a 113.572,35 pontos.

dólar comercial fechou em queda de 0,01%, cotado a R$ 5,2418

Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam em queda. O S&P 500 fechou em desvalorização de -1,92% (4.417,70), o Nasdaq registrou queda de -2,81% (13.786,36), enquanto o Dow Jones encerrou o dia caindo em -1,43% (34.737,47).

Confira os destaques desta sexta-feira:

BC agora vê pico de inflação no Brasil entre abril e maio, diz Campos Neto

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta sexta-feira que o pico da inflação em 12 meses no Brasil deve ocorrer entre abril e maio, adiando novamente projeções apresentadas anteriormente.

Em evento da Esfera Brasil sobre política monetária, Campos Neto disse que o comportamento do setor agrícola e do preço de petróleo estão entre as causas da revisão da estimativa.

“A gente tinha uma percepção de que veria o pico da inflação perto de dezembro e janeiro, (mas) a gente viu uma quebra de safra, que não é pouco relevante, e a gente estava vendo o petróleo indo para 60 dólares, ele voltou, indo para acima de 90 dólares”, disse.

“Isso gerou uma quebra de percepção em relação ao que era pico. A gente imagina, hoje, que será alguma coisa entre abril e maio, depois vai ter uma queda da inflação um pouco mais rápida”.

Rússia pode invadir Ucrânia nos próximos dias, alerta Casa Branca

O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, declarou nesta sexta-feira (11) que a Rússia pode iniciar uma invasão à Ucrânia ainda durante as Olímpiadas de Inverno em Pequim, que terminam no dia 20 de fevereiro. Durante uma coletiva de imprensa, Sullivan ressaltou que os cidadãos norte-americanos devem deixar a Ucrânia imediatamente.

“Continuamos a ver sinais de escalada russa, incluindo novas forças chegando à fronteira ucraniana”, declarou Sullivan. Ainda segundo o conselheiro, os Estados Unidos confiam integralmente na força do Ocidente, destacando as tensões entre o país norte-americano, a Rússia e a China.

Conforme as informações dadas por uma assessora da Casa Branca durante a coletiva de imprensa, o presidente norte-americano Joe Biden já está reunido com autoridades norte-americanas para falar sobre o conflito. O mandatário deve se pronunciar oficialmente a qualquer momento.

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