B3 atinge 4,2 milhões de investidores pessoas físicas em renda variável

A B3 também informou que os 4,2 milhões de investidores investiram um total de R$ 501 bilhões no mercado brasileiro em 2021

A B3 informou, nesta sexta-feira (4), que atingiu a marca de 4,2 milhões de investidores pessoas físicas, crescimento de 56% em comparação com 2020. No total, são 5 milhões de contas abertas em corretoras no Brasil, já que uma mesma pessoa pode ter conta em mais de uma corretora. 

O número se divide entre 1,2 milhão de contas de mulheres e 3,8 milhões de homens, segundo a B3. 

A B3 também informou que os 4,2 milhões de investidores investiram um total de R$ 501 bilhões no mercado brasileiro em 2021, aumento de 9% na comparação anual. De acordo com o levantamento, o avanço no número de contas e CPFs acompanha o crescimento expressivo das pessoas no mercado de capitais.

“A evolução das pessoas físicas em renda variável deu um grande salto desde 2019. Foi nesse período que 81% dos novos investidores entraram na bolsa do Brasil. Por outro lado, a maior parte do estoque (66%) se concentra em investidores mais antigos, que entraram antes de 2016”, informa a nota.

Ainda segundo a pesquisa, os primeiros investimentos das pessoas em renda variável estão sendo feitos com valores cada vez mais baixos. Em janeiro de 2021, as pessoas físicas começavam seus investimentos com valores por volta de R$ 1.500. Já no final do ano, a mediana do primeiro investimento foi de R$ 44, o menor valor observado desde janeiro de 2014. 

O saldo mediano em carteira, fica em torno de R$ 3 mil, o que demonstra que as pessoas entram com pouco, mas acumulam com o tempo.

Conforme a B3, esse “movimento demonstra que a Bolsa pode ser acessada por tipos diferentes de investidores”. 

Aumento dos BDRs e ETFs 

Além disso, a Bolsa mostra que houve um aumento de 994% no número de CPFs em Certificado de Depósito de Ações (BDRs), em comparação com o mesmo período de 2020. O valor em custódia teve um crescimento de 150%, chegando a R$ 8,8 bilhões. 

“Isso demonstra que a pessoa física está com o apetite cada vez maior para acessar ativos no exterior através da B3, de forma segura e sem a necessidade de envio de remessas de dinheiro para fora do país”, diz a B3. 

A pesquisa também destacou o aumento de 109% no número de novos investidores em Fundos de Índices (ETFs), chegando a 500 mil investidores em 2021. “O produto, que possui um conceito maduro em muitos mercados, ainda tem um grande potencial de desenvolvimento no Brasil”, afirma. 

Segundo a B3, o investimento em ações registrou um avanço de, aproximadamente, 30% no período, chegando a 3,1 milhões de CPFs. 

“Esse movimento reforça uma tendência que vinha se formando desde 2020, quando as quedas na taxa de juros atraíram mais pessoas para a renda variável. Mesmo com as sucessivas altas na Selic, desde o ano passado, o que se verifica é que as pessoas físicas vêm mantendo posições em renda variável e a diversificação em suas carteiras”, ressalta a B3. 

“O mercado de capitais passou a fazer parte da poupança do brasileiro. Conforme a pessoa física vai conhecendo o mercado e entendendo como ele pode ajudar a atingir cada um de seus objetivos, ela se sente mais confiante para continuar realizando investimentos e de forma mais diversificada”, afirma Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da B3, em nota. 

Diversificação

De acordo com o estudo, no último trimestre de 2021, cresceu ainda mais o número de investidores com produtos além das ações. Em 2016, três em cada quatro pessoas físicas (75%) detinham somente ações. Já em 2021, esse percentual foi de 35%. 

A quantidade de papéis na carteira também aumentou. Em 2016, 21% dos investidores PF possuíam mais de 5 ativos em carteira. Em 2021, esse número subiu para 37%.

“Além disso, ao analisar o nível de diversificação por faixa de saldo em custódia, o levantamento apontou que, nos saldos de até R$10 mil, mais da metade da base (52%) tem mais de um ativo em carteira”, diz em nota. 

Renda Fixa 

Já no mercado de renda fixa, o Tesouro Direto registrou aumento de 11% no estoque em relação ao mesmo período de 2020, chegando a R$ 76,7 bilhões. Além disso, em dezembro de 2021, o número de investidores únicos nas modalidades de TD chegou a 1.8 milhão, um crescimento de 26% ante aos cerca de 1,6 milhão registrados no final de 2020.

“Em relação aos investimentos em produtos como CDB, RDB, LC, LCI, LCA, CRA, CRI, debêntures, Notas Comerciais e Letras Hipotecárias, a B3 atingiu 10,1 milhões de pessoas físicas em dezembro de 2021. Em relação ao final de 2020, observa-se um aumento de 17% no número de investidores, já que a bolsa registrava 8,7 milhões de CPFs na ocasião”, mostra a pesquisa. 

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