Ibovespa opera em queda nesta quinta; mercado repercute Selic em 10,75%

O principal índice da B3 tem queda de 0,15% aos 111.729 pontos

O Ibovespa opera com instabilidade nesta quinta-feira (3), com os investidores repercutindo a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de aumentar a Selic para 10,75% ao ano.

Depois de abrir em alta, o índice mudou de direção e agora tem queda. Às 17h16, o principal índice da B3 cedia 0,15% aos 111.729 pontos.

Nos EUA, os índices futuros operam no vermelho. O S&P500 recua 1,93%, o Nasdaq perde 3,51% enquanto o Dow Jones tem baixa de 1,05%.

No início da noite de ontem, o Banco Central divulgou sua decisão sobre a taxa básica de juros. A autoridade monetária aumentou a Selic em 1,5 ponto percentual e a taxa voltou aos dois dígitos após quase cinco anos.

Também chamou atenção do mercado a sinalização do BC de que as próximas altas deverão ser mais brandas.

“Em relação aos seus próximos passos, o comitê antevê como mais adequada, neste momento, a redução do ritmo de ajuste da taxa básica de juros”, disse o Copom, em comunicado.

Na agenda do dia, o Índice de Gerentes de Compras (PMI) de serviços do Brasil recuou de 53,6, em dezembro de 2021, para 52,8 em janeiro, mas se mantém em em território de expansão pelo oitavo mês consecutivo, destacou relatório da IHS Markit nesta quinta-feira.

As empresas de serviços mostraram um aumento na demanda, além da produção ter aumentado de forma sólida. Além disso, o PMI composto também sofreu retração para 50,9 no primeiro mês de 2022, ante 52,0 de dezembro do ano passado.

Nos EUA, o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos anunciou que os novos pedidos de seguro-desemprego atingiram 238 mil na semana encerrada em 29 de janeiro. Na semana anterior, o número de pedidos foi de 261 mil, conforme dados revisados.

Na Europa, o Banco Central da Inglaterra (BoE) decidiu nesta quinta-feira (3) apertar sua política monetária, aumentando a taxa básica de juros em 25 pontos-base, para 0,50%.

A votação foi apertada, com cinco votos a favor e quatro contra. Os votos da minoria tinham a preferência de um aperto mais firme, com o objetivo de aumentar os juros em 0,5 ponto percentual, para 0,75%. A próxima divulgação do BoE será em 17 de março.

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