Wall St supera pregão instável e fecha em alta

O S&P 500 e o Nasdaq registraram seus maiores ganhos de dois dias desde abril de 2020 no último pregão de janeiro

Wall Street fechou em alta nesta terça-feira e um índice do setor de energia cravou máxima recorde, mas outra sessão de muito vaivém nos preços denunciou a incerteza de investidores sobre como operar no mercado atual.

O índice S&P 500 fechou em alta de 0,69%, a 4.546,54 pontos. O Dow Jones subiu 0,78%, a 35.405,24 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq Composite avançou 0,75%, a 14.346,00 pontos.

Os pregões recentes foram agitados, pois a perspectiva de uma campanha agressiva de aumento de juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) se eleva e investidores procuram se posicionar de acordo – tarefa dificultada pelas persistentes influências da pandemia na economia e pela tensão geopolítica na Europa.

O S&P 500 e o Nasdaq registraram seus maiores ganhos de dois dias desde abril de 2020 no último pregão de janeiro, que ainda acabou sendo o pior desempenho mensal desde março de 2020.

No primeiro dia de fevereiro ambos os índices, assim como o Dow Jones, negociaram em queda na parte da manhã, após dados do Departamento do Trabalho e do índice de gerentes de compras (PMI) do ISM. O trio, porém, ganhou força à medida que o dia avançava e terminou em alta.

“Você está começando a ver que há muitos investidores preocupados com as avaliações daqui para frente, mas há outros preocupados com o crescimento, então parece que o muro de preocupação continua crescendo à medida que a economia sai dessa pandemia”, disse Ed Moya, analista sênior de mercado da OANDA.

Na política monetária, operadores estão apostando em cinco aumentos de juros neste ano, com alguns analistas de Wall Street esperando sete aumentos.

“Este será o ano em que o Fed retirará o apoio… Os mercados não estarão mais em esteróides e poderão passar por uma fase de desintoxicação”, disse Anu Gaggar, estrategista de investimento global da Commonwealth Financial Network.

Tensões geopolíticas aumentaram a volatilidade do mercado, com o presidente da Ucrânia assinando um decreto para aumentar suas forças armadas em 100 mil soldados ao longo de três anos, enquanto líderes europeus se alinharam para apoiá-lo em um impasse com a Rússia, enquanto os Estados Unidos exigiam a redução imediata da escalada de Moscou.

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