PetroRio esclarece decisão do TJ-RJ sobre suspensão de comercialidade do campo de Wahoo

A PetroRio ressaltou que não foi intimada pelo TJ-RJ sobre a decisão e que continuará comprometida com o desenvolvimento de Wahoo

A PetroRio (PRIO3) divulgou um comunicado ao mercado neste sábado (22) para esclarecer notícias veiculadas na imprensa sobre a suspensão do processo de declaração da comercialidade do campo de Wahoo, na Bacia de Campos. De acordo com o documento, a companhia não foi intimada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) sobre a decisão.

O documento divulgado pela empresa ocorre após o desembargador Luciano Saboia Rinaldi de Carvalho, do TJ-RJ, conceder uma tutela de urgência para paralisar a declaração de comercialidade de Wahoo. A decisão foi tomada à pedido da IBV Petróleo, sócia da PetroRio no campo.

Segundo uma nota divulgada pelo TJ-RJ, a PetroRio é responsável por fornecer informações à IBV sobre o campo de Wahoo. No entanto, a companhia alega que esses dados não foram fornecidos e que, por conta disso, a sócia deveria ser impedida de prosseguir o desenvolvimento da região sozinha.

Dessa forma, de acordo com a decisão, a petrolífera ficará impedida, até que ocorra um julgamento de recurso, de continuar o desenvolvimento de Wahoo de forma exclusiva e de dar prosseguimento à declaração de comercialidade da região junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Além disso, o TJ-RJ determinou um prazo de 20 dias para que a IBV comunique à PetroRio sobre sua intenção de participar da exploração do campo em regime de operação conjunta.

Conforme o comunicado divulgado neste sábado, a PetroRio abrirá um recurso sobre a decisão. Além disso, a empresa ressaltou que não foi intimada sobre o veredito e que continuará comprometida com o desenvolvimento da descoberta do campo de Wahoo dentro do cronograma previsto.

“A Companhia esclarece que não foi intimada da decisão em questão e que continuará atuando no melhor interesse de seus acionistas, que serão informados sobre quaisquer questões relacionadas à disputa acima mencionada, quando e se aplicável, nos termos da legislação e normas vigentes”, diz o comunicado ao mercado.

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