Em dia de instabilidade, Ibovespa cede a pressão negativa e fecha em queda

Em Wall St as bolsas fecham pelo quarto pregão seguido em baixa, repercutindo a queda do setor de tecnologia

Depois de três altas consecutivas e de avançar a quase 110 mil pontos, o Ibovespa cede à pressão negativa e caí no último dia da semana. Vale dizer que o dia foi marcado por uma agenda doméstica livre e o exercício de opções sobre ações, o que acabou gerando volatilidade no mercado.

No cenário doméstico, o que ficou no radar do investidor foi o Orçamento do ano, cujo prazo para sanção vence hoje, e as incertezas sobre o reajuste do funcionalismo e a PEC para conter preços de energia e combustível.

Em Wall St as bolsas fecham pelo quarto pregão seguido em queda. O mercado repercutiu a contínua queda do setor de tecnologia, bem como o balanço da Netflix, que ficou aquém das previsões de Wall Street para novos assinantes no fim de 2021 e apresentou uma previsão mais fraca do que o esperado para o início de 2022. O maior serviço de streaming do mundo adicionou 8,3 milhões de clientes de outubro a dezembro e o total de assinantes globais da empresa atingiu 221,8 milhões.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de -0,15%, cotado a 108.941,68 pontos.

dólar comercial fechou em alta de +0,72%, cotado a R$ 5,455

Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam em desvalorização. O S&P 500 fechou em queda de -1,90% (4.397,73), o Nasdaq registrou baixa de -2,72% (13.768,92), enquanto o Dow Jones encerrou o dia em declinio de -1,30% (34.265,50).

Confira os destaques desta sexta-feira:

Eleições 2022: Lula no poder é uma bomba para o mercado, diz economista

As eleições deste ano, que irão decidir o novo presidente da República, têm mexido com os ânimos do mercado brasileiro. Para Rodrigo Constantino, jornalista e economista, a possibilidade do retorno do Partido dos Trabalhadores (PT) ao governo não será positivo para a economia.

“Se acontecer de o PT e o Lula voltarem ao poder, do ponto de vista de mercado, isso é uma bomba”, avaliou durante entrevista exclusiva à BM&C News.

Durante a análise, Constantino destacou que o ano de 2022 será de muita volatilidade. “Vai ser um ano de oscilação e nervosismo, porque existe alguma possibilidade da volta do Lula e, na minha visão, nenhuma possibilidade de que se isso acontecer venha um governo moderado com respeito às leis do mercado e a austeridade fiscal, isso é balela”, pontuou.

Por fim, o economista comentou sobre as pesquisas eleitorais: “O favoritismo do Lula, que não consegue sair às ruas, acho tudo muito estranho. Não quero fazer denúncias levianas de que existe algum tipo de manipulação das pesquisas, mas parece haver algum tipo de viés que historicamente acabou inflando mais candidatos da esquerda e subestimando aqueles da direita”, avaliou.

Eletrobras convoca AGE para deliberar sobre privatização para 22 de fevereiro

A Eletrobras convocou nesta quinta-feira a assembleia geral extraordinária de acionistas que irá deliberar sobre a privatização da companhia.

A reunião foi marcada para 22 de fevereiro, às 14h, e será realizada de forma totalmente digital, segundo documentos enviados pela companhia à Comissão de Valores Mobiliários.

Os acionistas vão deliberar sobre as condições da desestatização, que segue em andamento apesar de ainda não ter recebido aprovação do Tribunal de Contas da União.

Parte dos temas relativos à privatização será votada em bloco. Entram nesse esquema, por exemplo, a reestruturação da companhia para segregação dos ativos de Itaipu Binacional e Eletronuclear – que devem permanecer sob controle estatal – e a obrigação de realização de aportes em revitalização de bacias hidrográficas.

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