Ibovespa fecha em alta próximo dos 110 mil pontos

Nos EUA as bolsas em Wall St revertem ganhos aos 45 do segundo tempo e fecham em queda

Ibovespa fecha novamente em alta, no seu terceiro dia consecutivo subindo, enquanto as bolsas dos EUA apresentam queda. Nesta quinta-feira (20), o principal índice da B3 chegou próximo dos 110 mil, beneficiado pelas as empresas produtoras de commodities devido ao avanço dos preços das matérias-primas no exterior.

Com uma agenda fraca no país, dados do exterior seguem no radar dos investidores. Na Europa, o CPI (taxa anual de inflação ao consumidor) da zona do euro atingiu a máxima histórica de 5% em dezembro, de acordo com os dados finais divulgados hoje pela Eurostat (agência de estatísticas da União Europeia).

Na China, o Banco do Povo (PBoC, Banco Central chinês) cortou suas taxas de juros de referência (LPRs) para empréstimos de curto e longo prazos, ficando de 3,80% para 3,70%.

Nos EUA as bolsas em Wall St revertem ganhos aos 45 do segundo tempo e fecham em queda. Por lá o mercado permaneceu em alta durante boa parte do dia, repercutindo a temporada de balanços, em meio à percepção de aumento de juros do Fed, de forma mais efetiva, ainda em março, para conter a inflação em escala.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em alta de +1,01%, cotado a 109.101,99 pontos.

dólar comercial fechou em queda de -0,90%, cotado a R$ 5,416

Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam em desvalorização. O S&P 500 fechou em queda de -1,11% (4.482,55), o Nasdaq registrou baixa de -1,30% (14.154,02), enquanto o Dow Jones encerrou o dia em declinio de -0,90% (34.713,41).

Confira os destaques desta quinta-feira:

Alta do petróleo e questões climáticas impactam inflação, diz Campos Neto

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta quinta-feira que a inflação no Brasil é impactada pela recente alta nos preços de petróleo e questões climáticas, com fortes chuvas em regiões do Brasil e seca em outras áreas.

Em evento promovido pelo Santander, Campos Neto disse que esses fatores já provocaram um pequeno crescimento das expectativas de mercado para a inflação e serão levados em consideração nas análises do Banco Central.

Campos Neto disse ainda que o Brasil enfrenta um momento de inflação alta associada a uma inflação importada, fator relacionado ao patamar de preços no exterior e taxa de câmbio.

Santander vê volatilidade para câmbio e inflação acima do teto da meta em 2022

O Santander Brasil prevê volatilidade da taxa de câmbio ao longo deste ano, com desvalorização do real dado o cenário de incerteza em torno da questão fiscal, e ainda inflação bem acima do teto da meta.

De acordo com primeira publicação do Santander com projeções macroeconômicas para o Brasil em 2022, o real deve sofrer com incertezas elevadas relacionadas à trajetória de longo prazo da dívida pública e às decisões de política econômica para tratar do problema fiscal.

O banco projeta a moeda norte-americana a 5,70 reais ao fim de 2022, e a 5,20 reais em dezembro de 2023. Nesta quinta-feira, o dólar era negociado em torno de 5,42 reais.

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