Saiba quem são os primeiros bilionários do mercado NFTs

Devin Finzer e Alex Atallah possuem participação estimada de 18,5% na OpenSea e valem cerca de US$ 2,2 bilhões (12,4 bilhões) cada um

A startup de blockchain OpenSea foi avaliada em US$ 13,3 bilhões (R$75 bilhões), após rodada de financiamento, ficando muito acima da média registrada há seis meses, que era de US$ 1,5 bilhão (R$8,5 bilhões). Os cofundadores Devin Finzer e Alex Atallah possuem participação estimada de 18,5% na companhia e valem cerca de US$ 2,2 bilhões (12,4 bilhões) cada um, de acordo com estimativa da Forbes. Isso faz dos executivos os primeiros bilionários do mercado de NFTs.

Uma das primeiras empresas de NFTs, a OpenSea foi fundada há quatro anos – apresentando maior destaque em 2021 com o boom dos NFTs – e está localizada em Nova York. 

A principal funcionalidade da companhia é fazer com que os usuários comprem, vendam e criem diferentes tipos de NFTs por uma taxa de 2,5% por venda.

NFTs são arquivos de computador usados ​​para rastrear a propriedade de ativos digitais exclusivos, como arte, música e até mesmo cartões de esportes virtuais em um livro-razão conhecido como blockchain.

Cerca de US$ 23 bilhões (R$ 130 bilhões) em NFTs foram negociados no ano passado, de acordo com dados da DappRadar.

Perfil de Devin Finzer e Alex Atallah

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Sasha Maslov/Forbes –  Devin Finzer (dir.) e Alex Atallah (esq.) 

Devin Finzer, de 32 anos, viveu na região de São Francisco e estudou na Brown University. Em 2011, quando ainda estava na faculdade, trabalhou no Google e em 2013 no Pinterest como engenheiro de software. No ano de 2015, co-fundou sua primeira startup, um mecanismo de busca Claimdog, que foi vendida no ano seguinte ao Credit Karma. 

Já Alex Atallah, é diretor de tecnologia, nasceu no Colorado e estudou em Stanford. No período em que estudava, trabalhou na Palantir e após formado atuou nas startups do Vale do Silício Zugata e Whatsgoodly.

Em janeiro de 2018, os Finzer e Atallah uniram-se à aceleradora de startups Y Combinator com a ideia de oferecer criptomoedas aos usuários que compartilhassem seus hotspots Wi-Fi. Com inspiração de CryptoKitties, os gatos virtuais de desenho animado que estavam entre os primeiros exemplos de NFTs, Finzer e Atallah lançaram a OpenSea e mudaram-se para a cidade de Nova York.

A OpenSea

Há quatro meses, Finzer pediu a demissão do chefe de produto da OpenSea após ter tido conhecimento de que o executivo comprava token não fungível no período anterior do fundo entrar no mercado. 

No início deste mês, uma galeria de arte de Nova York alegou que US$ 2,2 milhões em NFTs foram roubados e listados na OpenSea. Com isso, críticos têm destacado a possibilidade de ocorrer fraudes no mercado de NFTs.

Se a companhia conseguir driblar os impasses do mercado de NFTs, a startup possui um espaço grande para conseguir faturar ainda mais.

Em março de 2020, a startup, de cinco pessoas – hoje com cerca de 70 -, contava com aproximadamente 4 mil usuários ativos, realizava US$1,1 milhão em transações mensais e em receita mensal atingiu o equivalente a US$28 mil. 

A OpenSea afirma que planeja aumentar o quadro de colaboradores, com foco em suas equipes de “confiança e segurança”, e que pretende investir para tornar seus produtos mais acessíveis.

Atualmente, a startup enfrenta uma competição acalorada, com a gigante da criptomoedas Coinbase, que em outubro anunciou planos de lançar sua própria Bolsa NFT. 

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