Ibovespa fecha em queda em dia de liquidez enxuta

O risco fiscal permaneceu no radar do mercado, na véspera da paralisação dos servidores federais
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Nesta segunda-feira (17), o Ibovespa fechou em queda, influenciado pela baixa liquidez devido à falta de assistência das bolsas norte-americanas que não abriram hoje devido ao feriado de de Martin Luther King.

Dessa forma, o que movimentou o mercado foram alguns dados da agenda doméstica. Entre eles, o principal indicador nacional do dia foi o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que registrou alta de 0,69% em novembro de 2021 na comparação com outubro, chegando a 138,08 pontos.

Além disso, o risco fiscal permanece no radar, na véspera da paralisação dos servidores federais. No fim de semana, chamou atenção a informação de que Bolsonaro estaria irritado com Guedes pelas declarações do ministro contra o privilégio aos policiais federais.

Investidores também analisam os dados da China, especialmente a decisão do BC local reduzir os juros de 2,95% para 2,85%, o que favorece as commodities.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de -0,52%, cotado a 106.373,87 pontos.

dólar comercial fechou em alta de +0,24%, cotado a R$ 5,5266

Confira os destaques desta segunda-feira:

B3 amplia oferta de produtos para o mercado de energia, mirando a criação de clearing

A B3 iniciou nesta segunda-feira a oferta de boleta para formalização de operações de compra e venda no mercado livre de energia elétrica, em mais um movimento para atingir seu objetivo de se tornar uma clearing para transações do setor, disse à Reuters uma representante da Bolsa.

O novo produto vem para atender principalmente agentes que ainda negociam contratos de energia pelo telefone. Com a boleta, as partes assinam digitalmente um contrato padrão, o que ajuda a reduzir prazos e custos, segundo a B3.

Não há uma estimativa exata do tamanho do mercado para esse produto, mas entende-se que existe um potencial “considerável”.

Brasil cai para a 10ª posição em ranking de preferência de investimentos de CEOs

O Brasil despencou de importância na agenda das grandes empresas nos últimos dez anos. Se em 2013 o País ocupava a terceira posição entre os maiores mercados estratégicos para os CEOs globais, agora ele caiu para a décima posição neste ano, com apenas 5% dos entrevistados colocando-o como um dos seus mercados com maior potencial. No ano passado, o Brasil ocupava a oitava posição, mas foi ultrapassado por Canadá e Austrália em 2022.

É o que aponta a consultoria PwC em sua pesquisa anual com presidentes de grandes companhias de todo o planeta. Nas primeiras posições do levantamento estão Estados Unidos (citado por 41%) dos entrevistados), China (27%) e Alemanha (18%). De acordo com o presidente da PwC, Marco Castro, apesar de o Brasil estar barato dada a valorização do dólar frente ao real, o que poderia estimular investimentos por aqui, ele também está mais pobre e sem perspectivas de crescimento por conta das inúmeras crises pelas quais passa, como a política, fiscal e a ambiental.

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