Ibovespa fecha no vermelho, em dia marcado pela volatilidade no mercado

Em Wall St índices também caíram com dados de auxílio-desemprego acima do consenso e inflação ao produtor abaixo do estimado

Ibovespa fecha em queda nesta quinta-feira (13), após um pregão marcado pela alta volatilidade. O mercado passou por altos e baixos, observando o bom desempenho das ações da Petrobras, que ajudaram o Ibovespa a ganhar alguns pontos, e permanecer em valorização em determinados momentos do dia. Por outro lado, a queda nas ações relacionadas à tecnologia pressionaram o índice que acabou cedendo.

Na agenda de indicadores, foi divulgado que o principal indicador nacional do dia foi o volume do setor de serviços, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O setor cresceu 2,4% em novembro frente a outubro, na série com ajuste sazonal. Com este resultado, o setor está 4,5% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e no mesmo patamar de dezembro de 2015.

Na comparação com novembro de 2020, o volume de serviços avançou 10%, nona taxa positiva consecutiva. No acumulado do ano, o volume de serviços avançou 10,9% frente a igual período do ano anterior.

Nos EUA os índices também fecham em baixa, em um pregão também de volatilidade, que acabou pendendo para o lado negativo. Por lá, o mercado focou em diferir os pedidos de auxílio-desemprego, acima do consenso, e inflação ao produtor abaixo do estimado, mantendo a expectativa de subida de juros pelo Fed para março. Vale lembrar que nessa semana começa a temporada de balanço em Wall Street, para a qual há previsões otimistas.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de -0,15%, cotado a 105.531,79 pontos.

dólar comercial fechou em baixa de -0,13%, cotado a R$5,5286

Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam em valorização. O S&P 500 fechou em desvalorização de -1,42% (4.659,26), o Nasdaq registrou queda de -2,51% (14.806,81), enquanto o Dow Jones encerrou o dia em baixa de -0,48% (36.115,46).

Confira os destaques desta quinta-feira:

Alterações nos juros nos EUA focam questões de demanda, diz diretora do Fed

Diretora do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Lael Brainard pontuou nesta quinta-feira, 13, que as alterações na taxa básica de juros pelo banco central dos Estados Unidos focam em lidar com questões no lado da demanda, não da oferta. “Temos uma ferramenta poderosa e a usaremos para abaixar a inflação ao longo do tempo”, disse, em depoimento no Comitê Bancário do Senado do país.

Questionada sobre os erros cometidos em relação às projeções para inflação, ela afirmou que “ninguém entendeu a pandemia direito”.

A diretora disse ainda que o desequilíbrio da oferta e demanda, que levou à alta inflação, está diretamente ligado a problemas de oferta relacionados à pandemia.

Setor de serviços cresce 2,4% em novembro, mostra IBGE

volume de serviços no Brasil cresceu 2,4% em novembro frente a outubro, na série com ajuste sazonal, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com este resultado, o setor está 4,5% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e no mesmo patamar de dezembro de 2015.

“Esta recuperação do mês de novembro coloca o setor no maior patamar dos últimos seis anos, igualando-se ao nível de dezembro de 2015. Das últimas 18 informações divulgadas, na comparação mês contra mês anterior, 15 foram positivas e 3 foram negativas: março, devido a segunda onda de Covid, e setembro e outubro, por conta de aumentos de preços em telecomunicações e passagens aéreas”, destaca o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Na comparação com novembro de 2020, o volume de serviços avançou 10%, nona taxa positiva consecutiva. No acumulado do ano, o volume de serviços avançou 10,9% frente a igual período do ano anterior.

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