Ibovespa sustenta recuperação e encerra pregão desta quarta em alta

O mercado também observou a forte queda do dólar, que fechou em seu menor patamar em quase dois meses

O principal índice da bolsa brasileira, encerrou mais um dia em alta, sustentando recuperação que iniciou na última terça (11). O mercado repercutiu os dados inflacionários norte-americanos que subiu 0,5% em dezembro e 7% na comparação anual. O dado veio dentro do esperado, afastando possibilidade de aperto monetário pelo Fed ainda maior do que o mercado já precificou: 0,25 pp em março.

Além disso, nesta quarta o mercado observou a forte queda do dólar, que fechou em seu menor patamar, em relação ao real, em quase dois meses. Além disso, a queda da moeda norte-americana também auxiliou os avanços das siderúrgicas, que por sua vez reagiram positivamente à alta nos preços do petróleo e do minério de ferro.

Na agenda doméstica, foi divulgado pelo Banco Central o fluxo cambial registrado na primeira semana de 2022 (de 3 a 7 de janeiro). Este por sua vez ficou negativo em US$ 1,132 bilhão. O canal financeiro apresentou saídas líquidas de US$ 987 milhões no período. Isso é resultado de aportes no valor de US$ 9,141 bilhões e de retiradas no total de US$ 10,128 bilhões.

Nos EUA o mercado respirou aliviado com os dados da inflação, assim como a fala Powell, que afastou a possibilidade de o Fed iniciar a redução do seu balanço nos próximos meses.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em alta de +1,84%, cotado a 105.685,98 pontos.

dólar comercial fechou em baixa de -0,79%, cotado a R$ 5,5348

Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam em valorização. O S&P 500 fechou em alta de +0,28% (4.726,43), o Nasdaq registrou alta de +0,23% (15.188,39), enquanto o Dow Jones encerrou o dia subindo +0,11% (36.291,50).

Confira os destaques desta quarta-feira:

Produção industrial da zona do euro tem queda inesperada em novembro sobre ano anterior

produção industrial na zona do euro recuou em novembro na comparação com o mesmo período do ano anterior, informou nesta quarta-feira a agência de estatísticas da União Europeia, devido principalmente à forte queda em bens de capital.

A Eurostat disse que a produção industrial nos 19 países que usam o euro cresceu 2,3% em novembro sobre o mês anterior, mas ainda assim caiu 1,5% na base anual.

Economistas consultados pela Reuters esperavam avanço mensal de 0,5% e ganho anual de 0,6%.

Os dados de outubro também foram revisados para baixo, para queda de 1,3% no mês e ganho de 0,2% no ano, ante altas informadas antes de 1,1% e 3,3%, respectivamente.

Inflação ao consumidor nos EUA sobe 7% em 2021

O índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos subiu 0,5% no mês passado, após alta de 0,8% em novembro, conforme informou o Departamento do Trabalho nesta quarta-feira. Nos 12 meses até dezembro, o índice subiu 7,0%, maior avanço anual desde junho de 1982, após aumento de 6,8% em novembro.

Com o maior aumento anual da inflação em quase quatro décadas que pode reforçar as expectativas de que o Federal Reserve começará a elevar os juros já em março.

Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,4% para o índice no mês e salto de 7,0% na base anual.

O destaque de maiores contribuintes para a alta são moradia e gastos com carros usados e caminhões. O índice de energia registrou queda de 0,4% em dezembro do ano anterior. Já gasolina e gás natural apresentaram baixa.

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