BTG coloca 2 bancos em recomendação de compra e 2 neutros; veja indicações

As avaliações foram feiras após os balanços trimestrais dos bancões, que somaram R$ 21,3 bilhões no terceiro trimestre
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O BTG Pactual enviou relatórios de análises sobre os quatro principais bancos do Brasil que estão listados na bolsa de valores: Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Santander (SANB11), e Banco do Brasil (BBAS3). Os analistas colocaram recomendação de compra em dois dos bancões, além de avaliação neutra para outros dois.

As análises foram embasadas nos últimos resultados trimestrais, que foram divulgados entre o final do mês de outubro e início de novembro. De acordo com dados da Economatica, o lucro consolidado dos quatro bancos de capital aberto atingiram a marca de R$ 21,3 bilhões, o terceiro maior no período do levantamento, que começou no quarto semestre de 2006.

Alguns pontos destacados pelo banco estão nas margens financeiras, na carteira de crédito, na vertical de seguros, nas despesas operacionais e no próprio lucro líquido. Confira as recomendações do BTG Pactual nos quatro bancões listados na bolsa:

Itaú Unibanco (ITUB4)

O BTG colocou recomendação de compra no Itaú, com preço-alvo de R$ 31, o que corresponde a uma valorização de 33,3%, considerando o fechamento de quinta-feira (25). O principal destaque e ponto positivo enfatizado pelos analistas foi em relação à margem financeira.

“Volumes mais fortes, um número maior de dias úteis e um mix mais favorável (mais arriscado) levaram que a margem financeira com clientes expandi-se 5% t/t e 14% a/a, colocando-o 3% acima de nossa estimativa”, afirmou o relatório. “Dado que o 4T20 foi um trimestre fraco para a margem financeira, esperamos ver uma aceleração a/a no próximo trimestre.”

Outro resultado positivo apresentado pelo Itaú que chamou atenção do BTG foi o OPEX (despesas operacionais), que cresceu 2% t/t e 1% a/a, pouco acima das expectativas dos analistas.

Bradesco (BBDC4)

O banco ficou com recomendação de compra pelo BTG, com preço-alvo de R$ 29, valorização de 36,6% em relação à última cotação. O principal ponto positivo no resultado do Bradesco ficou na vertical de seguros.

“Depois de ser duramente atingido por sinistros relacionados ao COVID-19 no 2º trimestre, os resultados da vertical de seguros já mostraram uma recuperação muito forte neste trimestre. Os prêmios aumentaram 7% a/a no 3º trimestre, com maior demanda de pessoas físicas (mais pessoas dispostas a comprar proteção)”, apontou o relatório.

Além disso, o lucro líquido recorrente apresentado foi outro destaque que o BTG mostrou, com aumento de 7% t/t e 35% a/a para R$ 6,8 bilhões, também acima das estimativas.

Santander (SANB11)

Para o Santander, o BTG colocou avaliação neutra, após a apresentação dos resultados. O preço-alvo da ação ficou em R$ 51,00, potencial ganho de 44,1%. Entre os pontos positivos apontados pelos analistas foram a margem financeira, o aumento no número de clientes e o ROE (retorno sobre patrimônio).

“Margem financeira com clientes e com mercado vieram fortes e foram os principais pontos positivos. O banco obteve +870 mil novos clientes no trimestre”, destacou o banco. “O ROE de 22% impressionou, provavelmente colocando o Santander no topo da lista em relação aos seus pares.”

Apesar disso, o BTG também chamou atenção para as despesas operacionais, que vieram fortes, junto com o aumento de provisões.

Banco do Brasil (BBAS3)

O banco estatal também foi colocado como neutro pelos analistas, com preço-alvo em R$ 39. A valorização foi a menor entre os bancões, com potencial de crescimento na ação de 22,6%. O relatório destacou que o lucro líquido ajustado foi satisfatório.

“O BB reportou resultados melhores do que o esperado no terceiro trimestre após o fechamento do mercado. O lucro líquido ajustado atingiu R$ 5,1 bilhões (14% ROE), +2% t/t e 48% a/a, 11% acima de nossas estimativas e do consenso”, apontou os analistas.

O que pesou na avaliação do Banco do Brasil foi o OPEX, além de outros fatores. “Vale destacar, sinalizamos que o OPEX veio um pouco pior do que esperávamos, com outras despesas operacionais compensando parte dos números muito fortes provenientes da linha de outras receitas.”

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