JSL, Gol e Rumo discutem sustentabilidade em painel da APIMEC: ‘Mercado exige agenda consistente’

Em evento que acontece nesta quinta-feira (25) no Rio de Janeiro, o analista Marco Saravalle intermediou a conversa entre as companhias
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As companhias JSL (JSLG3), Gol (GOLL4) e Rumo (RAIL3) se reuniram, nesta quinta-feira (25), no evento da APIMEC (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais), onde debaterem sobre transporte, logística e sustentabilidade.

Com apresentação e moderação do analista Marco Saravalle, que também traz panoramas diários na programação da BM&C News, as companhias mostraram como lidam com os aspectos ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança).

Segundo o profissional, fazer investimentos em logística, visando o longo prazo, costuma ser muito benéfico, pois o Brasil tem potencial e produtividade para ganhar cada vez mais espaço, apesar de ainda ser dependente em algumas questões.

“Essa depedência que citei, vem porque sabemos que alguma greve, por exemplo, pode impactar o Brasil como um todo. […] O País não investe tão mal em logistica, mas se comparado com a China, por exemplo, é possível perceber que é investido pouco em relação ao PIB (Produto Interno Bruto)”, avaliou Saravalle.

JSL

Para iniciar o painel, Guilherme Sampaio, Diretor Administrativo Financeiro e de Relações com Investidores da JSL, que representou o modal rodoviário, mostrou que a companhia está ligada no aspecto de governança, encorajando mulheres a entrarem na companhia. Além disso, afirmou que a empresa possui um comitê específico para tratar temas operacionais.

“Transporte é uma indústria altamente vinculada à emissão de gases efeito estufa, por isso precisamos agir e ter proatividade. Para isso, criamos esse comitê para tratar os temas principais dos nossos negócio para analisar todas as iniciativas”, afirmou Sampaio.

Em relação aos desafios da indústria, o DRI da companhia disse que há várias discussões sobre transportes elétricos e complementou dizendo que a JSL tem trabalhado em várias alternativas para trabalhar com tecnologias intermediárias. “O caminhão elétrico, por exemplo, não é a única alternativa que temos, estamos avaliando outras alternativas no mercado”, enfatizou.

Ao ser questionado sobre as greves dos caminhoneiros, assim como citado por Saravalle no início do painel, Guilherme explicou que ela é um tema central do dia a dia da JSL.

“Temos a capacidade de dialogar com a categoria [caminhoneiros] e pecisamos entender como a gente pode ajudar essas pessoas. Temos visto desde a greve de 2018, que eles possuem diversos anseios e que, muitas vezes, divergem um com o outro”, ressaltou.

GOL

Representando o modal aéreo, Mario Liao, Diretor Executivo de Finanças da GOL Linhas Aéreas, afirmou que a empresa está comprometida com a sustentabilidade. Inclusive, uma das metas do setor aéreo é a redução da emissão de carbono até 2025.

Para que isso ocorra, a empresa tem utilizado de tecnologias em transporte de curta distancia, além da introduçãoo de combustíveis renováveis.

Além disso, o Liao explicou que temos visto um Brasil em recuperação mais lenta na retomada econômica, com instabilidade e incertezas fiscais alimentadas pelo ambiente político.

“O ano de 2022, com as eleições, o prêmio será a variável do câmbio. Outro ponto importante para citar é a inflação, que é um compontente importante para precificação das tarifas”, complementou.

RUMO

Representando o modal ferroviário, Gustavo Marder, Diretor de Relações com Investidores e Tesouraria da companhia, iniciou dizendo que é “muito bom ver todo mundo engajado na sustentabilidade”.

Depois, explicou que o crescimento da Rumo está atrelado ao agronegócio do País: “Ele é a fortaleza para a companhia e permite o crescimento forte. O Brasil é responsável, por exemplo, por 36% de toda exportação de grão do mundo”.

Marder ainda ressaltou que a iniciativa é aumentar nível de investimento da companhia, que é ativa em mercado de capitais. Para que isso ocorra, é preciso acessar mercados.

“Tanto no Brasil, quanto fora, os mercados exigem agendas consistentes ligadas à sustentabilidade. Por isso, a Rumo tem acessado com bastante frequência o mercado de capitais”, explicou o diretor.

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