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Bruno Funchal e outros 3 secretários pedem demissão do Ministério da Economia

Eduardo Saraiva Por Eduardo Saraiva
10/01/2022
Em MERCADOS
Sede do Ministério da Economia em Brasília – REUTERS/Adriano Machado

O Ministério da Economia anunciou nesta quinta-feira (21) a exoneração de quatro secretários. O secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, a secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo, saíram do ministério de Paulo Guedes. A informação vem após os desdobramentos sobre o teto de gastos e as alternativas feitas pelo governo para aumentar o financiamento do programa social, que substituirá o Bolsa Família, o Auxílio Brasil.

“O secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, pediram exoneração de seus cargos ao ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta quinta-feira (21/10). A decisão de ambos é de ordem pessoal. Funchal e Bittencourt agradecem ao ministro pela oportunidade de terem contribuído para avanços institucionais importantes e para o processo de consolidação fiscal do país”, disse o Ministério, em nota à imprensa, que também explicou os motivos da exoneração de Dantas e Araujo.

“A secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo, também pediram exoneração de seus cargos, por razões pessoais. Os pedidos foram feitos de modo a permitir que haja um processo de transição e de continuidade de todos os compromissos, tanto da Seto quanto da STN”, completam.

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A debandada no Ministério da Economia já era uma possibilidade desde o começo da semana. A possível divulgação do Auxílio Brasil de R$ 400 com orçamento proveniente fora do teto de gastos levou aos secretários ameaçarem sair do governo. Com isso, o Ministério da Cidadania cancelou a divulgação do novo programa social do governo que substituiria o Bolsa Família, que estava programado para ocorrer às 17h de terça-feira. Na quarta-feira, o ministro da Cidadania, João Roma, fez o anúncio oficial do programa.

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Já nesta quinta, o governo de Jair Bolsonaro acertou uma mudança no teto de gastos, que vai abrir um espaço de R$ 83,6 bilhões para despesas adicionais em 2022. O acordo foi fechado pela manhã entre as alas política e econômica do governo. A proposta que está na mesa e que deve ser validada com o chefe do executivo é mudar a fórmula do teto, que hoje é corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses até junho do ano anterior ao de sua vigência. A ideia é adotar a correção da inflação de janeiro a dezembro.

O ministro Paulo Guedes também falou sobre a possibilidade de bancar o Auxílio Brasil, admitindo a necessidade de uma “licença para gastar” de R$ 30 bilhões fora do teto de gastos. A declaração causou um mal estar entre os investidores, que responderam de forma negativa, levando ao Ibovespa fechar esta quinta-feira em forte queda de 2,75%, cotado a 107.7351,01 pontos.

Bolsonaro divulgou nesta quinta que o governo vai oferecer a cerca de 750 mil caminhoneiros autônomos uma ajuda para compensar o aumento do preço do diesel, também no preço de R$ 400. “Decidimos então — os números serão apresentados nos próximos dias –, nós vamos atender aos caminhoneiros autônomos, em torno de 750 mil caminhoneiros receberão uma ajuda para compensar o aumento do diesel”, afirmou o chefe do executivo.

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