Grupo de caminhoneiros bloqueia Esplanada e pressiona invasão ao STF

Após as manifestações do dia 7 de setembro, apoiadores do governo permanecem em Brasília

Após as manifestações do dia 7 de setembro, apoiadores do governo permanecem em Brasília. Mais de cem caminhões ocupam a Esplanada dos Ministérios e pressionam a derrubada do bloqueio que dá acesso ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Congresso Nacional.

De acordo com informações do jornal Folha de São Paulo, o movimento desta quarta-feira (8) está ligado às empresas de agronegócio de Goiás, Santa Catarina e São Paulo. 

Os caminhoneiros falam abertamente sobre a invasão ao STF, em fechamento da Suprema Corte e na prisão dos ministros, que foram citados por Bolsonaro e seus apoiadores, que compareceram às manifestações de ontem. 

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Ainda segundo o veículo, autoridades de segurança não conseguem contato com os representantes para tratar a retirada dos caminhões da Esplanada. Isso só será possível com uma saída espontânea. 

Vale lembrar que, diferentemente de terça-feira (7), hoje é dia útil para o STF e há votação sobre a tese do marco temporal para demarcação de terras indígenas.

“Ninguém fechará esta Corte, nós a manteremos de pé

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, fez um pronunciamento nesta quarta-feira (8) sobre as manifestações do feriado do Dia da Independência na terça-feira e foi incisivo sobre as provocações e ameaças.

“Ninguém fechará esta Corte, nós a manteremos de pé, com suor, perseverança e coragem”, disse Fux no discurso, que também contou com defesas a democracia. “No exercício de seu papel, o STF não se cansará de pregar fidelidade à constituição. Esta corte reafirmará, ao longo de sua perene existência, o seu necessário compromisso com o regime democrático, com os direitos humanos e com respeito aos poderes e às instituições deste país.”

Luiz Fux disse também que ameaçar a independência do STF constitui crime. “O Supremo Tribunal Federal não tolerará ameaças a autoridades de suas decisões. Se o desprezo as decisões judiciais ocorre por iniciativa do chefe de qualquer dos poderes, essa atitude, além de representar um atentado à democracia, configura crime de responsabilidade a ser analisado pelo Congresso Nacional”, afirmou.

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