Sell in May and Go Away: como o investidor deve se portar em maio

No histórico do Ibovespa, maio é, de fato, o pior mês da Bolsa desde 1995, com 17 quedas e 9 altas, sendo janeiro o segundo pior mês, com 15 quedas e 11 altas. 

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Caso você tenha mais de um ano de experiência na Bolsa de Valores, provavelmente já se deparou com a famosa expressão “Sell in May and Go Away” (“Venda em Maio e Vá Embora”). Uma típica fala que interroga na cabeça dos investidores, que pensam se vale a pena vender suas posições e voltar só daqui alguns meses. Mas será que o termo tem algum fundamento técnico ou é apenas uma frase clichê e nada mais?

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“Embasamento técnico tem, mas temos que avaliar para cada perfil de investidor”, comentou o analista de ações, Victor Saviolli sobre o assunto.

No histórico do Ibovespa, maio é, de fato, o pior mês da Bolsa desde 1995, com 17 quedas e 9 altas, sendo janeiro o segundo pior mês, com 15 quedas e 11 altas. 

Contudo, em 2020, após a chegada da pandemia do novo coronavírus, o mês de maio teve uma forte recuperação, subindo 8,57%. Segundo a Economática, nestes 26 anos, o pior maio teve uma queda de 15,68%, enquanto o melhor obteve um ganho de 13,64%.

Devo vender as ações?

“Vai depender muito do investidor em si, caso ele seja a curto prazo, faz um certo sentido, principalmente com a história apontando que esse mês geralmente cai. Agora, se ele for de longo prazo, deve ficar alerta para comprar mais ações ainda, separando um caixa para quando as ações caírem”, afirmou Saviolli. 

O especialista também explicou a origem da expressão: “esse jargão existe porque a gente começa a chegar próximo das férias lá nos Estados Unidos e aí pensam no sentido de “vamos vender em maio e ficar tranquilo”. Como o pessoal vai sair de férias, você nunca quer ter alguma posição que vai te dar muito problema”. 

Se vender, quando voltar?

Certo, agora você já sabe o que o termo significa e o que fazer para o seu perfil de investidor. Caso você seja uma pessoa que goste do curto/médio prazo e queira vender suas ações, saiba o timing correto de cada movimento seu. “Se a pessoa tem uma lógica de que acha que em maio as ações irão cair, ela deve vender em abril, né? Senão ela vai vender na hora errada”, disse Saviolli.

Agora, sobre quando voltar, o especialista afirmou que “vai de caso a caso, depende muito do setor que o investidor está acostumado em investir”. A única certeza é de que o investidor precisa ter uma estratégia muito bem definida e seguir à risca durante um dos meses mais emblemáticos do mercado.

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